Está em Dourados um grupo da Secretaria Nacional Anti Drogas da Presidência da república - SENAD/FUNAI-CGE, e estão fazendo uma pesquisa sobre ás questões relacionadas ao uso indevido de álcool e outras drogas entre populações indígenas.
Essa pesquisa é uma continuação dos encontros de jovens indígenas realizados com os povos Pataxó, Tikuna, Guarani Kaiowá e Xacriaba. Esse grupo fará essa pesquisa e espera em todo o Brasil entrevistar mil índios, depois da pesquisa feita darão uma capacitação para 60 indígenas em cada aldeia, para que conheçam as conseqüências das drogas e assim trabalhar com palestras em escolas e em outras entidades.
Aqui em Dourados existem muitos problemas com drogas, e palestra não resolve, os jovens daqui precisam de algo como cursos que os profissionalizem para ingressarem no mercado de trabalho, precisam de lazer, precisam de motivação. Essas palestras não dão mais resultado.
terça-feira, 12 de setembro de 2006
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
AJI no Kinoforum em São Paulo
O vídeo “QUE PAÌS È ESTE” feito pelos jovens indígenas da AJI - Ação dos Jovens Indígenas que denuncia a injustiça que aconteceu com os índios da aldeia Porto cambira no caso dos policiais que morreram depois de entrarem na aldeia á paisana, concorreu no 17º Festival Internacional de curtas metragens de São Paulo.
O festival foi realizado entre os dias 24 de agosto e 02 de setembro, com o tema Kinoforum Formação do Olhar, o encontro promoveu debates sobre a inserção dos jovens que participam de projetos e oficina no mercado de trabalho, também teve uma palestra com Hermano Vianna sobre produção Colaborativa do conhecimento na internet, Hermano é um dos idealizadores do site Overmundo.
O encontro foi muito bom para a AJI que mostrou seu primeiro trabalho de imagens.
Micheli Alves Machado-Kaiowá
O festival foi realizado entre os dias 24 de agosto e 02 de setembro, com o tema Kinoforum Formação do Olhar, o encontro promoveu debates sobre a inserção dos jovens que participam de projetos e oficina no mercado de trabalho, também teve uma palestra com Hermano Vianna sobre produção Colaborativa do conhecimento na internet, Hermano é um dos idealizadores do site Overmundo.
O encontro foi muito bom para a AJI que mostrou seu primeiro trabalho de imagens.
Micheli Alves Machado-Kaiowá
Concurso Público Indígena se realizará no próximo Domingo dia 17/09
No próximo domingo, dia 17/09, será realizado o concurso público de provas e títulos para o quadro magistério e administrativo indígena. Esse concurso só vai acontecer por muita insistência dos indígenas que lutam por diretos iguais que respeitem sua cultura já que, o ensino nas escolas indígenas é diferenciado.
O concurso será disputado por três etnias, (Guarani Kaiowá, Guarani Nandeva e Terena), para os cargos de assistente de atividades educacionais, assistente de pátio, zelador, bibliotecário, merendeira, professores para educação infantil e fundamental.
A prova terá questões relacionadas com as comunidades que habitam o município de Dourados, enfocando os aspectos históricos, políticos, econômicos e a Língua Guarani.
Micheli Alves Machado-Kaiowá
quarta-feira, 26 de julho de 2006
Primeira Audiência do caso Porto Cambira
No último 20 de Julho, ocorreu o depoimento do policial que ficou gravemente ferido no dia 1 de Abril na aldeia Passo Piraju, no confronto entre Índios e policiais que chegaram sem fardamento e sem autorização atirando em todos no local.
O acontecimento resultou na morte de dois policiais e na prisão de sete Índios, inclusive foram presos parentes que não estavam no momento do ocorrido. Na audiência estavam presentes a comunidade da Aldeia Passo Piraju e Jovens indígenas de Dourados.
Até onde sabemos, toda audiência é liberado para as pessoas que quiserem presenciar o momento, mas desta vez, não foi assim. Fomos barrados e não nós deixaram entrar, nem mesmos os próprios parentes dos indígenas, e nem os advogados que não estavam envolvido no caso puderam entrar.
Na hora do intervalo da audiência, foram liberados dois minutos para os familiares mais íntimos poderem vê-los. Em relato, alguns indígenas que estiveram com eles disseram que estavam sofrendo muito, pois nós Índios jamais acostumamos a viver entre quatro paredes.
Indianara Ramires machado/15 anos/Kaiowá
O acontecimento resultou na morte de dois policiais e na prisão de sete Índios, inclusive foram presos parentes que não estavam no momento do ocorrido. Na audiência estavam presentes a comunidade da Aldeia Passo Piraju e Jovens indígenas de Dourados.
Até onde sabemos, toda audiência é liberado para as pessoas que quiserem presenciar o momento, mas desta vez, não foi assim. Fomos barrados e não nós deixaram entrar, nem mesmos os próprios parentes dos indígenas, e nem os advogados que não estavam envolvido no caso puderam entrar.
Na hora do intervalo da audiência, foram liberados dois minutos para os familiares mais íntimos poderem vê-los. Em relato, alguns indígenas que estiveram com eles disseram que estavam sofrendo muito, pois nós Índios jamais acostumamos a viver entre quatro paredes.
Indianara Ramires machado/15 anos/Kaiowá
terça-feira, 4 de julho de 2006
Um pouco dos nossos contos
Como todos os povos têm seus costumes, mitos, comidas típicas, entre outros, nós indígenas, temos muito mais a mostrar sobre nossa história.
Vou contar a vocês uma pequena historinha baseada em fatos reais, basta ter imaginação para o conto ter sentido.
Certa vez três irmãos índios, Zé, Pedro e Bento foram pescar em um rio bem distante de onde viviam, era tarde de sábado. Chegando lá Zé disse que iria pescar mais adiante, pois só ele sabia o lugar onde poderia tirar peixes maiores para levar para casa. Então seguiu a caminho e depois de um tempo voltou correndo ao encontro dos irmãos.
Contava que duas mulheres bonitas haviam saído do rio para falar com ele, mas sabia do perigo que o rondava. Diziam os nossos bisavôs, “que era supostamente as y’jara kunhã”, as mulheres da água, que o queriam para namorar, pois pelo conhecimento deles não eram mulheres reais. Zé estava muito assustado, mas com o tempo percebeu que tudo que seus pais diziam fazia sentido. “Nunca fique só diante de um rio, pois senão os estranhos ou as estranhas irão querer-te.”
Agora, o que passa na cabeça de uma pessoa que leu esse conto? Uns questionam, outros ficam com um ponto de interrogação na cabeça e poucos entenderão.
Para achar normal o que acabou de ler basta conhecer o mínimo da nossa cultura Kaiowá, que é algo passado de pais para filhos e atualmente está quase se perdendo.
Então, meus caros leitores, vai um desafio a vocês: tentem ao menos usar 10 minutos do dia para conhecer um pouquinho mais sobre nós.
Mitos, contos, histórias, danças, culinária entre outros, procure saber o que pensamos e o modo como vivemos.
Indianara Ramires Machado, 15 anos, kaiowa
quinta-feira, 29 de junho de 2006
1º Encontro e lideranças de MS contra o uso abusivo do álcool e das drogas nas aldeias indígenas do estado
Do dia 26 á 27 de junho, a FUNASA realizou na cidade de Campo Grande o primeiro encontro de lideranças de Mato Grosso do Sul a fim de combater ouso de drogas e álcool nas aldeias do estado. Participaram representantes de todas as etnias.
Para formular as propostas, os grupos foram separados por pólo base, e cada grupo colocou o problema que enfrenta em sua aldeia e qual seria a solução, o que foi discutido se transformou em uma carta, que será encaminhada para as autoridades. Esse encontro foi um dos primeiros, mas que já é um passo para combater as drogas e álcool nas aldeias indígenas do Mato grosso do sul.
Micheli Alves Machado- Kaiowá
Para formular as propostas, os grupos foram separados por pólo base, e cada grupo colocou o problema que enfrenta em sua aldeia e qual seria a solução, o que foi discutido se transformou em uma carta, que será encaminhada para as autoridades. Esse encontro foi um dos primeiros, mas que já é um passo para combater as drogas e álcool nas aldeias indígenas do Mato grosso do sul.
Micheli Alves Machado- Kaiowá
A AJI no I Aty Guassu de Mulheres Indigenas
No dia 22 de Junho iniciou-se, o I Aty Guassu de Mulheres Indígenas de Mato grosso do Sul que acontecera ate o dia 24 de Junho. A AJI( Ação dos jovens Indígenas) juntamente com lideranças da região de Dourados participaram do evento, que aconteceu na aldeia de Campestre, município de Antonio João.
Foram dias em que nossas mulheres Kaiowá, Guarani e Terena, tiveram oportunidade de expressarem o que estão sentindo diante dos problemas que afetam nossa gente. Durante o encontro foram levantados vários temas como a questão da terra entre outros.
Um grande momento que a AJI destacou-se, foi o momento em que o vídeo-denúncia foi a público, um instante de muito nervosismo para os jovens de Dourados. A noite houve várias apresentações, e nos aproveitamos para apreciarmos e participar da típica dança dos Kaiowá Guarani, o Guaxiré.
A assembléia foi muito proveitosa para a AJI, pois filmamos o evento e tivemos a oportunidade de aprender mais sobre a luta das mulheres Indígenas. E mais uma vez ter o intercambio com o nosso povo, e com isso aprofundarmos o nosso conhecimento em questão da atual situação política indígena do estado.
Indianara Ramires Machado, 15 anos, Kaiowa
sexta-feira, 2 de junho de 2006
Índios de Dourados bloqueiam MS-156
Os índios da aldeia de Dourados bloquearam a MS - 156 que liga Dourados à Itaporã no dia 30 de maio a 01 de junho, o grupo reivindica a melhoria das estradas dentro da aldeia.
Mas nem todos dessa aldeia apóiam essa atitude, pois o grupo que bloqueou a MS agiu com violência com os brancos que passavam pelo local, e com os próprios índios que utilizam a MS para trabalhar. È injusto que isso ocorra com nós índios por causa da atitude de um pequeno grupo toda a comunidade é hostilizada e generalizada.
Tudo bem que a causa é justa, mas para conseguir as melhorias que a aldeia necessita é preciso de união entre a comunidade e não de violência, sabemos que de vez em quando é preciso essas atitudes de bloquear estradas, mas sem violência, pois a violência só gera violência, e isso faz com que todos os índios sejam vistos como selvagens e irracionais.
Micheli Alves Machado-kaiwá
Mas nem todos dessa aldeia apóiam essa atitude, pois o grupo que bloqueou a MS agiu com violência com os brancos que passavam pelo local, e com os próprios índios que utilizam a MS para trabalhar. È injusto que isso ocorra com nós índios por causa da atitude de um pequeno grupo toda a comunidade é hostilizada e generalizada.
Tudo bem que a causa é justa, mas para conseguir as melhorias que a aldeia necessita é preciso de união entre a comunidade e não de violência, sabemos que de vez em quando é preciso essas atitudes de bloquear estradas, mas sem violência, pois a violência só gera violência, e isso faz com que todos os índios sejam vistos como selvagens e irracionais.
Micheli Alves Machado-kaiwá
DE OLHO NO GOVERNO MUNICIPAL
Na manhã de quarta-feira, 31de Maio de 2006, alguns moradores das aldeias Jaguapirú e Bororó, liderados pelo capitão Renato de Souza, e seu vice Anaor, decidiram bloquear a rodovia MS – 156 que liga Dourados á Itaporã.
O motivo desse impedimento são as más condições em que se encontram as estradas naquela região. Nesta manifestação, os indígenas que participavam do protesto impediram os brancos e os próprios patrícios de passarem pela referida estrada. Essa situação, em alguns momentos gerou conflitos dentro da própria comunidade indígena, pelo fato de que alguns moradores dessas aldeias, não quiseram participar do movimento. O fato acabou gerando desentendimentos e intrigas entre algumas pessoas. Diante da paralisação da Rodovia, que durou dois dias, o prefeito Laerte Tetila, esteve no local, e garantiu para os índios que as reivindicações seriam atendidas, porém que eles precisavam desbloquear a estrada, e acabar com o pedágio.
Acreditando no Governo Municipal de Dourados, os indígenas, retiraram-se da estrada, e agora estão aguardando a solução dos problemas.
A A.J.I. – Ação dos Jovens Indígenas está atenta, querendo saber se o poder público cumprirá, ou não com as promessas feitas aos povos indígenas de Dourados.
Dieferson Batista Gimenez – 16 anos – Guarani
Alcir Rodrigues Medina – 21 anos – Guarani
Eder Felipe Valério - 17 anos – Terena
Júlio Echeverria – 19 anos – Terena.
O motivo desse impedimento são as más condições em que se encontram as estradas naquela região. Nesta manifestação, os indígenas que participavam do protesto impediram os brancos e os próprios patrícios de passarem pela referida estrada. Essa situação, em alguns momentos gerou conflitos dentro da própria comunidade indígena, pelo fato de que alguns moradores dessas aldeias, não quiseram participar do movimento. O fato acabou gerando desentendimentos e intrigas entre algumas pessoas. Diante da paralisação da Rodovia, que durou dois dias, o prefeito Laerte Tetila, esteve no local, e garantiu para os índios que as reivindicações seriam atendidas, porém que eles precisavam desbloquear a estrada, e acabar com o pedágio.
Acreditando no Governo Municipal de Dourados, os indígenas, retiraram-se da estrada, e agora estão aguardando a solução dos problemas.
A A.J.I. – Ação dos Jovens Indígenas está atenta, querendo saber se o poder público cumprirá, ou não com as promessas feitas aos povos indígenas de Dourados.
Dieferson Batista Gimenez – 16 anos – Guarani
Alcir Rodrigues Medina – 21 anos – Guarani
Eder Felipe Valério - 17 anos – Terena
Júlio Echeverria – 19 anos – Terena.
sexta-feira, 19 de maio de 2006
Licenciatura Indígena no MS a um passo da Realidade
Desde o dia 18 de maio os professores, coordenadores e a UFGD-Universidade Federal da Grande Dourado reuniram-se para discutir a licenciatura indígena no estado do Mato Grosso do Sul. Essa licenciatura está sendo esperada a muito tempo, e agora esta no caminho para tornar-se realidade. É que o professor Fabio Almeida de carvalho falou da experiência que teve com licenciatura indígena com os índios do estado de Roraima, e como é ser o primeiro a caminhar nesse rumo da educação já que a licenciatura indígena em Roraima é primeira do Brasil. Também disse que esse não é um sonho impossível e que os professores e comunidade indígena têm o direito de lutar por esse tipo de educação principalmente, a educação bilíngüe. Toda a comunidade indígena espera ansiosa essa novidade, principalmente os jovens indígenas que vão ingressar na universidade.
Micheli Alves Machado -Kaiwá
Micheli Alves Machado -Kaiwá
Audiência pública sobre questões indígenas na UNIDERP
No dia 18 de maio aconteceu uma audiência pública na qual todas as questões que envolvem a comunidade indígena foram discutidas.
Os integrantes de duas aldeias com problemas de terra falaram como isso tem trazido sofrimento para as suas comunidades. Leia, uma professora da aldeia nhanderu marangatu, falou das dificuldades que estão passando a beira da estrada desde que foram despejados mesmo após o presidente ter homologado as terras dessa aldeia que se situa no município de Bela Vista.Outras pessoas como da aldeia Passo piraju onde aconteceu o fato recente das mortes de dois policiais também falaram, Fernando o representante da aldeia falou do descaso que estão sofrendo, da discriminação e da falta de assistência que não tem desde que aconteceu o fato dessas duas mortes, e mais uma denuncia que ele fez de um homem que desapareceu no dia em que a policia foi cercar o local para pegar os supostos envolvidos nessa morte.Bom agora o que a comunidade indígena em geral deseja é que seja atendidas em suas várias necessidades, e que essa audiência pública não seja somente mais uma audiência pública, como as várias que já aconteceu e que até uma equipe interministerial estiveram nas aldeias mas os problemas só aumentam. Micheli Alves Machado-Kaiwá
Os integrantes de duas aldeias com problemas de terra falaram como isso tem trazido sofrimento para as suas comunidades. Leia, uma professora da aldeia nhanderu marangatu, falou das dificuldades que estão passando a beira da estrada desde que foram despejados mesmo após o presidente ter homologado as terras dessa aldeia que se situa no município de Bela Vista.Outras pessoas como da aldeia Passo piraju onde aconteceu o fato recente das mortes de dois policiais também falaram, Fernando o representante da aldeia falou do descaso que estão sofrendo, da discriminação e da falta de assistência que não tem desde que aconteceu o fato dessas duas mortes, e mais uma denuncia que ele fez de um homem que desapareceu no dia em que a policia foi cercar o local para pegar os supostos envolvidos nessa morte.Bom agora o que a comunidade indígena em geral deseja é que seja atendidas em suas várias necessidades, e que essa audiência pública não seja somente mais uma audiência pública, como as várias que já aconteceu e que até uma equipe interministerial estiveram nas aldeias mas os problemas só aumentam. Micheli Alves Machado-Kaiwá
quarta-feira, 17 de maio de 2006
A saúde indígena do Mato Grosso do Sul PÁRA
Desde a última segunda-feira os funcionários da FUNASA estão em greve.
Tudo começou no ano de 2004 quando o teto orçamentário foi posto em discussão por todos que utilizam os serviços da FUNASA, pois naquela época o teto que todos estavam reivindicando era de doze milhões para todo o estado do Mato Grosso do Sul, mas foi fechado em nove milhões.
Os problemas que estão acontecendo nesse momento: paralisação dos funcionários, falta de medicamentos e suplemento alimentar para as crianças desnutridas, tudo isso foi dito naquela época, mas mesmo assim o teto continuou o mesmo no ano de 2005, e agora em 2006 já não dá mais para continuar com o mesmo atendimento já que os preços dos medicamentos e outros materiais subiram e junto a população indígena também cresceu.
Bom, o que previmos está acontecendo, os salários dos funcionários estão atrasados já há quase dois meses, está faltando medicamento nos postos de saúde, as viaturas vão ficar sem combustível para atender os plantões, e o caso que repercutiu no mundo pode voltar: a desnutrição infantil.
A administração da FUNASA disse que iria depositar os salários dos funcionários hoje dia 17 de maio, mas até as 18 h nada foi confirmado. Enquanto os salários não forem pagos a paralisação vai continuar por tempo indeterminado e a reivindicação pelo teto orçamentário também, pois o que está sendo reivindicado é a qualidade da saúde indígena, que é uma questão muito séria.
Micheli Alves Machado (Kaiowa)
Tudo começou no ano de 2004 quando o teto orçamentário foi posto em discussão por todos que utilizam os serviços da FUNASA, pois naquela época o teto que todos estavam reivindicando era de doze milhões para todo o estado do Mato Grosso do Sul, mas foi fechado em nove milhões.
Os problemas que estão acontecendo nesse momento: paralisação dos funcionários, falta de medicamentos e suplemento alimentar para as crianças desnutridas, tudo isso foi dito naquela época, mas mesmo assim o teto continuou o mesmo no ano de 2005, e agora em 2006 já não dá mais para continuar com o mesmo atendimento já que os preços dos medicamentos e outros materiais subiram e junto a população indígena também cresceu.
Bom, o que previmos está acontecendo, os salários dos funcionários estão atrasados já há quase dois meses, está faltando medicamento nos postos de saúde, as viaturas vão ficar sem combustível para atender os plantões, e o caso que repercutiu no mundo pode voltar: a desnutrição infantil.
A administração da FUNASA disse que iria depositar os salários dos funcionários hoje dia 17 de maio, mas até as 18 h nada foi confirmado. Enquanto os salários não forem pagos a paralisação vai continuar por tempo indeterminado e a reivindicação pelo teto orçamentário também, pois o que está sendo reivindicado é a qualidade da saúde indígena, que é uma questão muito séria.
Micheli Alves Machado (Kaiowa)
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