Nesta semana é comemorada a semana do índio, amanhã é 19 de Abril, dia oficial do índio. Vamos então fazer uma reflexão sobre o que é ser índio no dia de hoje.
Uma questão interessante a ser discutida é o imaginário infantil sobre o que é índio.
Em um ensino primário na cidade, os meninos e meninas fazem desenhos, o que é ser índio, então o desenho é uma criança com um cocar com apenas uma pena, as marquinhas no rosto e uma tanguinha.
Mas de essa mesma atividade nas escolas da aldeia, os meninos indígenas irão desenhar pessoas vestidas normalmente, trabalhando, etc.
Digo tudo isso para dizer que as escolas ainda ajudam a manter o imaginário que deixou de existir.
Pois hoje, o índio é professor, é profissional da saúde, é advogado, nem todos são, mas ainda há muitos indígenas nas escolas e universidades em busca de um futuro melhor.
A cidade de Dourados tem uma mente ruralista muito pesada em relação a população indígena, um exemplo disso é a descriminação que o Brô M'cs sofreu na rede social após se apresentar no programa daXuxa , a pessoa que escreveu não tem a mínima noção que rede social todo mundo tem acesso, mas como a maneira de pensar desta pessoa esta tão passada ela nem se deu conta.
Um dos marcos dolorosos que os indígenas de MS sofreram foi em 2011 onde em um seminário que aconteceu na UNIGRAN (Universidade da grande Dourados) onde a discussão era questão agrária, a demarcação das terras indígenas. Neste dia os índios a imagem social do indígenas foi acabada, sem que os mesmo tivessem chance de se defender.
Se as escolas, alunos, pais não mudarem sua maneira de pensar, dialogar, se não pensarem humanamente os índios vão continuar na mesma carregando nas costas a discriminação, o desprezo.
Afinal cada tem uma maneira de pensar, e pensar é livre, mas em questão social, esta mais que na hora de conhecer o que é a realidade crua e nua, e ai sim ou defende ou é contra, ou não se manifesta.
Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil, mas o imaginário é ruralista, e os indígenas sempre colocados em segundo plano. A maneira de pensar, o imaginário das pessoas infelizmente põe o indígena na sola do sapato.
AJI - Ação de jovens indígenas
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Semana dos Povos Indígena/Jogos Escolares indígenas
Esta acontecendo nas aldeias de Dourados o I Jogos Escolares indígenas, o objetivo deste evento segundo Cristiane Alves Machado, uma das idealizadoras dos JEI, é promover a integração dos alunos indígenas que são cerca de 1.000 participantes.
As modalidades são Futebol, futsal, atletismo, provas típicas como lança, arco e flecha entre outros. As provas estão ocorrendo na Vila Olímpica Indígena de Dourados, todos estão convidados a prestigiar.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Crianças indígenas e a violência silenciosa
Na
semana passada foi discutido na camâra de Dourados, o direitos,
deveres e a violências que as crianças indígenas sofrem, violências
físicas e sexuais.
A violência sexual, uma violência silenciosa que acontece na aldeia de Dourados. São poucos os casos que as pessoas buscam socorro, ou tomam providência.
Nesta semana caminhando pela aldeia presenciei um fato na aldeia, um casal de crianças, o menino devia ter cinco anos e a menina devia ter uns três anos, os dois caminhando pela rua sujos e com fome. Parei e perguntei as crianças onde estavam indo, depois de um silencio responderam que estavam indo para a casa da avó, pois em casa a mãe foi trabalhar e o pai estava surrando eles.
A menina tinha alguns hematomas nas costas, nos braços e nas pernas, e o menino estava com a boca machucada e hematomas nas costas. Eu disse que levaria eles até a casa da avó deles quando o pai chegou e levou eles novamente para a casa dele.
A violência sexual, uma violência silenciosa que acontece na aldeia de Dourados. São poucos os casos que as pessoas buscam socorro, ou tomam providência.
Nesta semana caminhando pela aldeia presenciei um fato na aldeia, um casal de crianças, o menino devia ter cinco anos e a menina devia ter uns três anos, os dois caminhando pela rua sujos e com fome. Parei e perguntei as crianças onde estavam indo, depois de um silencio responderam que estavam indo para a casa da avó, pois em casa a mãe foi trabalhar e o pai estava surrando eles.
A menina tinha alguns hematomas nas costas, nos braços e nas pernas, e o menino estava com a boca machucada e hematomas nas costas. Eu disse que levaria eles até a casa da avó deles quando o pai chegou e levou eles novamente para a casa dele.
Isso
é só mais um caso que as crianças indígenas sofrem na aldeia, há
vários outros casos assim como violência que sofrem na estrada, na
escola e outros.
Infelizmente
o que mais acontece e cima desses casos são os fatos de a mãe
esconder que a criança esta sofrendo violência física e sexual.
Na
camara de Dourados no momento que estava discutindo a violência
sexual que as crianças sofrem, apresentaram casos de crianças de
seis meses, sete meses, um ano, três anos, cinco anos, essa era a
idade das vitimas de abuso sexual dentro de casa pelo pai, tio ou
padrasto, casos de desespero, crianças com DST em estado bem
avançado.
Mas
a pergunta que não se cala é o que fazer? Essa violência é
silenciosas, os pais escondem, a mãe nega, e quem sofre é a
criança. Um trauma que as crianças irão carregar a vida inteira.
Depois
quando adolescentes terão medo de namorar, de casar, pois o trauma
permanece, o psicológico da criança tudo vira motivo de medo.
Outra
questão é a violência física, muitos na aldeia dizem que a crianças
tem que apreender logo cedo a trabalhar, então não é novidade ver
uma criança de seis, sete, oito anos lavando roupa, lavando louça,
serviços pesados de casa, as mães não deixam opção ou fazem o
serviço ou apanham.
De
acordo com a lei brasileira isso é crime, é proibido, os pais tiram
da criança o lazer, tira praticamente as boas da infância. O que
acontece com isso é que essas crianças não conhecem o lado de
brincar, o lado de rir, e sim de dor, choro, trabalho isso os faz
crescer como uma pessoa amarga. A única opção de lazer é a
escola, onde muitos pais ainda jogam a responsabilidade dos filhos
para a escola, a escola muitas vezes é a passagem boa na vida dessa
criança.
Mas
não basta só escrever, falar, discutir, o povo da aldeia tem que se
unir e construir juntos uma maneira de combater a violência física e
sexual que as crianças indígenas sofrem dentro da aldeia de
Dourados. Tem que ser uma ação de extensão, os brancos tem a sua
maneiras de combater, e é muito fácil chegar na aldeia com um modelo
pronto e implantar para o povo indígena, o problema disso é que não
há o resultado esperado, por isso temos que nos unir e criar nossas
maneiras de combate, uma maneira que vamos ganhar confianças das
mães, que muitas vezes não denunciam por ameaças que sofrem.
A
união faz a força.
Nossas crianças são indefesas, não sabem falar o que acontece, elas expressam isso com a face de tristeza e choro. E os pais precisam ter consciência e ter coragem e denunciar. Essa violência silenciosa não pode continuar assim,
Nossas crianças são indefesas, não sabem falar o que acontece, elas expressam isso com a face de tristeza e choro. E os pais precisam ter consciência e ter coragem e denunciar. Essa violência silenciosa não pode continuar assim,
“Desabafo
de uma jovem pedindo socorro as crianças indígenas da aldeia de
Dourados”
AJI
– Ação de jovens indígenas
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Feira de Conhecimentos Indígenas e Multimidias
Esta acontecendo no município de Sao Gabriel da Cachoeira um evento
Feira de Conhecimentos Indígenas Multimidia, para a qual foram
convidados os jovens indígenas gestores dos pontos de cultura
implantadas no Rio Negro nos município de Barcelo, Sta. Isabel do Rio
Negro e São Gabriel da Cachoeira, onde está localizada a sede da
Federação da Organizações Indigenas do Rio Negro – FOIRN e blogueiros
indigenas engajado no movimento e internet.
Neste Evento, tivemos 18 participantes das diferente regioes do rio Negro, como: AETU, AEITY, Taraquá, Yawareté, Malikai de Assuncao, Maadzero/Tunui, Cucui, ASIBA/Barcelo, CAIBRIN/Sta. Isabel, envolvendo a equipe da FOIRN que está promovendo o Evento que é a continuidade do projeto de construcao do SITE da FOIRN, em fase de finalização.
Em breve mais detalhe e avanço e outros encaminhamentos.
Fonte
Neste Evento, tivemos 18 participantes das diferente regioes do rio Negro, como: AETU, AEITY, Taraquá, Yawareté, Malikai de Assuncao, Maadzero/Tunui, Cucui, ASIBA/Barcelo, CAIBRIN/Sta. Isabel, envolvendo a equipe da FOIRN que está promovendo o Evento que é a continuidade do projeto de construcao do SITE da FOIRN, em fase de finalização.
Em breve mais detalhe e avanço e outros encaminhamentos.
Fonte
Indígenas reivindicam papel pela democracia nas Américas
Líderes indígenas de 14 países do continente americano
reivindicaram nesta quarta-feira no Fórum Social prévio à 6ª Cúpula das
Américas seu papel de atores sociais e políticos para deixar de ser o
"folclore" das democracias continentais.
Os 150 representantes dos povos indígenas iniciaram seu dia em Cartagena das Indias com uma homenagem à folha de coca como símbolo sagrado "de vida e não de morte" e um ritual de agradecimento à Mãe Terra.
Porém, imediatamente depois passaram a exercer seu papel social e político em uma série de debates nos quais anteciparam qual é sua mensagem para a Organização dos Estados Americanos (OEA) e para os chefes de Estado de 33 países que se reunirão neste final de semana na cidade colombiana.
O peruano Miguel Palacín, líder da Coordenadora Andina de Organizações Indígenas (CAOI), expôs em entrevista coletiva seu desejo que a cúpula traga a inclusão dos povos nas sociedades não só "para ser o folclore das democracias, mas para garantir uma participativa ação em sua formação".
O caminho para isso é, segundo o presidente da Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC), Luis Evelis Andrade, que se abram espaços reais para o diálogo com os países e que se aprove urgentemente a Declaração Americana dos Direitos Indígenas na qual a OEA trabalha há mais de seis anos.
Esse documento, como sustentou Andrade durante um encontro com o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, "não pode estar abaixo do padrão de uma declaração similar das Nações Unidas" aprovada em 2007.
Insulza lamentou a demora na aprovação do texto que, segundo assegurou, ganha complexidade e dimensões com o tempo, até o ponto de estar projetado como um tratado.
Todas estas reivindicações fazem parte do documento de conclusões "Tecendo alianças pela defesa da Mãe Terra" que os índios apresentarão na sexta-feira e no qual fazem várias recomendações aos países a respeito dos cinco eixos temáticos oficiais da cúpula.
São estes a segurança, a luta contra a pobreza, a prevenção e resposta a desastres naturais, o fomento do uso e acesso à tecnologia e a integração física mediante monumentais obras de infraestrutura no continente.
É este último ponto o que mais preocupa os povos aborígines, na medida em que está associado com a extração de recursos naturais localizados em seus territórios.
Por esse motivo, Palacín pediu aos governos que se comprometam com os diferentes tratados internacionais que assinaram para que não executem megaprojetos "se não são plenamente consultados" com os povos locais.
Porém, a voz dos indígenas não só observa os temas oficiais, mas também põe o foco em um dos assuntos que tratarão de forma informal os chanceleres e os chefes de Estado, que é a discussão sobre novas estratégias de luta contra o narcotráfico, alternativas a um modelo que se considera fracassado.
"Nós estamos de acordo com que se debata e se busquem mecanismos mais efetivos", disse Andrade, antes de pedir "o compromisso dos governos para não satanizar a folha de coca".
Precisamente foi Andrade o encarregado de entregar à chanceler da Colômbia, María Ángela Holguín, de um maço de folha de coca, após esclarecer que lhe oferecia "uma folha sagrada que deve contribuir ao desenvolvimento e não às violações".
Também os representantes de organizações civis reunidos hoje no marco do Fórum Social se referiram a este debate, mas foram além, ao sugerir descriminalizar a posse e o consumo pessoal de maconha, e que o uso de qualquer tipo de droga seja tratado como um assunto de saúde pública e não penal.
Embora esteja previsto que as atuais políticas antidrogas sejam debatidas pelos líderes na cúpula, Insulza já adiantou que não cabe esperar que haja conclusões nem acordos, dado que o debate terá um caráter informal.
Os 150 representantes dos povos indígenas iniciaram seu dia em Cartagena das Indias com uma homenagem à folha de coca como símbolo sagrado "de vida e não de morte" e um ritual de agradecimento à Mãe Terra.
Porém, imediatamente depois passaram a exercer seu papel social e político em uma série de debates nos quais anteciparam qual é sua mensagem para a Organização dos Estados Americanos (OEA) e para os chefes de Estado de 33 países que se reunirão neste final de semana na cidade colombiana.
O peruano Miguel Palacín, líder da Coordenadora Andina de Organizações Indígenas (CAOI), expôs em entrevista coletiva seu desejo que a cúpula traga a inclusão dos povos nas sociedades não só "para ser o folclore das democracias, mas para garantir uma participativa ação em sua formação".
O caminho para isso é, segundo o presidente da Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC), Luis Evelis Andrade, que se abram espaços reais para o diálogo com os países e que se aprove urgentemente a Declaração Americana dos Direitos Indígenas na qual a OEA trabalha há mais de seis anos.
Esse documento, como sustentou Andrade durante um encontro com o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, "não pode estar abaixo do padrão de uma declaração similar das Nações Unidas" aprovada em 2007.
Insulza lamentou a demora na aprovação do texto que, segundo assegurou, ganha complexidade e dimensões com o tempo, até o ponto de estar projetado como um tratado.
Todas estas reivindicações fazem parte do documento de conclusões "Tecendo alianças pela defesa da Mãe Terra" que os índios apresentarão na sexta-feira e no qual fazem várias recomendações aos países a respeito dos cinco eixos temáticos oficiais da cúpula.
São estes a segurança, a luta contra a pobreza, a prevenção e resposta a desastres naturais, o fomento do uso e acesso à tecnologia e a integração física mediante monumentais obras de infraestrutura no continente.
É este último ponto o que mais preocupa os povos aborígines, na medida em que está associado com a extração de recursos naturais localizados em seus territórios.
Por esse motivo, Palacín pediu aos governos que se comprometam com os diferentes tratados internacionais que assinaram para que não executem megaprojetos "se não são plenamente consultados" com os povos locais.
Porém, a voz dos indígenas não só observa os temas oficiais, mas também põe o foco em um dos assuntos que tratarão de forma informal os chanceleres e os chefes de Estado, que é a discussão sobre novas estratégias de luta contra o narcotráfico, alternativas a um modelo que se considera fracassado.
"Nós estamos de acordo com que se debata e se busquem mecanismos mais efetivos", disse Andrade, antes de pedir "o compromisso dos governos para não satanizar a folha de coca".
Precisamente foi Andrade o encarregado de entregar à chanceler da Colômbia, María Ángela Holguín, de um maço de folha de coca, após esclarecer que lhe oferecia "uma folha sagrada que deve contribuir ao desenvolvimento e não às violações".
Também os representantes de organizações civis reunidos hoje no marco do Fórum Social se referiram a este debate, mas foram além, ao sugerir descriminalizar a posse e o consumo pessoal de maconha, e que o uso de qualquer tipo de droga seja tratado como um assunto de saúde pública e não penal.
Embora esteja previsto que as atuais políticas antidrogas sejam debatidas pelos líderes na cúpula, Insulza já adiantou que não cabe esperar que haja conclusões nem acordos, dado que o debate terá um caráter informal.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
UnB oferece 11 vagas para estudantes indígenas
UnB
oferece 11 vagas para estudantes indígenas
As inscrições poderão ser feitas entre os dias 9 de abril e 18 de maio no site do Cespe/UnB
A Universidade de Brasília (UnB) abriu 11 vagas para o vestibular destinado a estudantes indígenas nos cursos de Agronomia, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Enfermagem, Engenharia Florestal, Medicina e Nutrição.
O processo seletivo é restrito a candidatos indígenas que tenham cursado, ou estejam cursando, o ensino médio em escolas da rede pública ou da rede particular, desde que por meio de bolsa de estudos integral. As inscrições podem ser feitas entre os dias 9 de abril e 18 de maio no endereço eletrônico:
www.cespe.unb.br/vestibular/vestunb_12_1_2_funai.
É imprescindível que o candidato possua CPF para realização da inscrição.
A avaliação dos candidatos será por meio de provas objetivas e de redação em Língua Portuguesa, além de análise da documentação requerida no comunicado de abertura do processo e entrevista. No momento da inscrição, o candidato deverá optar pelo polo regional para realização das provas, dentre as cidades de Cruzeiro do Sul/AC, Oiapoque/AP, Porto Velho/RO e Tabatinga/AM.
Os inscritos farão provas objetivas e de redação em Língua Portuguesa na data provável de 16 de junho. Serão cobrados conhecimentos nas seguintes disciplinas: Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, Matemática, Biologia, Geografia, História, Química e Física. A entrega da documentação também será na data provável de 16 de junho e a entrevista, nas datas prováveis de 17 e 18 de junho.
SERVIÇO
Processo Seletivo Funai/UnB 2012
Vagas: 11
Cursos: Agronomia, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Enfermagem, Engenharia Florestal, Medicina e Nutrição
Inscrições: 9 de abril a 18 de maio de 2012
Provas objetivas e de redação: 16 de junho
CONTATO
Outras informações no site: www.cespe.unb.br/vestibular/vestunb_12_1_2_funai
ou na Central de Atendimento do Cespe/UnB, de segunda a sexta, das 8h às 19h – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do Cespe/UnB – telefone
(61) 3448-0100.
CESPE/UnB
As inscrições poderão ser feitas entre os dias 9 de abril e 18 de maio no site do Cespe/UnB
A Universidade de Brasília (UnB) abriu 11 vagas para o vestibular destinado a estudantes indígenas nos cursos de Agronomia, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Enfermagem, Engenharia Florestal, Medicina e Nutrição.
O processo seletivo é restrito a candidatos indígenas que tenham cursado, ou estejam cursando, o ensino médio em escolas da rede pública ou da rede particular, desde que por meio de bolsa de estudos integral. As inscrições podem ser feitas entre os dias 9 de abril e 18 de maio no endereço eletrônico:
www.cespe.unb.br/vestibular/vestunb_12_1_2_funai.
É imprescindível que o candidato possua CPF para realização da inscrição.
A avaliação dos candidatos será por meio de provas objetivas e de redação em Língua Portuguesa, além de análise da documentação requerida no comunicado de abertura do processo e entrevista. No momento da inscrição, o candidato deverá optar pelo polo regional para realização das provas, dentre as cidades de Cruzeiro do Sul/AC, Oiapoque/AP, Porto Velho/RO e Tabatinga/AM.
Os inscritos farão provas objetivas e de redação em Língua Portuguesa na data provável de 16 de junho. Serão cobrados conhecimentos nas seguintes disciplinas: Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, Matemática, Biologia, Geografia, História, Química e Física. A entrega da documentação também será na data provável de 16 de junho e a entrevista, nas datas prováveis de 17 e 18 de junho.
SERVIÇO
Processo Seletivo Funai/UnB 2012
Vagas: 11
Cursos: Agronomia, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Enfermagem, Engenharia Florestal, Medicina e Nutrição
Inscrições: 9 de abril a 18 de maio de 2012
Provas objetivas e de redação: 16 de junho
CONTATO
Outras informações no site: www.cespe.unb.br/vestibular/vestunb_12_1_2_funai
ou na Central de Atendimento do Cespe/UnB, de segunda a sexta, das 8h às 19h – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do Cespe/UnB – telefone
(61) 3448-0100.
CESPE/UnB
5º Encontro Indígena será em Cuiabá
O 5º Encontro Indígena esse ano traz o tema “Diversidade Indígena na Copa doPantanal”
SECOM
No período de 16 a 19 de abril de 2012 acontece o 5º
Encontro Indígena do Museu de Pré História, em Cuiabá. Este evento é uma
realização da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso – SEC/MT e
do Instituto de Ecossistemas e Populações Tradicionais – Instituto
ECOSS . O Encontro Indígena integrou-se ao calendário de eventos anual
do Museu de Pré História para comemorar o Dia do Índio, 19 de Abril, com
muita informação, discussão e cultura. O espaço abriga um importante
acervo de materiais arqueológicos e paleontológicos do Estado de Mato
Grosso, dentre as peças a maior atração é a réplica do Dinossauro
encontrado em Chapada dos Guimarães.
O 5º Encontro Indígena esse ano traz o tema “Diversidade Indígena na
Copa do Pantanal”, e tem o objetivo de destacar a importância dos povos
indígenas nesse momento esportivo mundial. Os povos indígenas de Mato
Grosso representam uma riqueza cultural que atrai estrangeiros e
brasileiros. Com vistas aos preparativos da Copa, o 5º Encontro Indígena do Museu de Pré História quer trazer a tona as ideias, perspectivas e oportunidades para os povos indígenas neste momento histórico da Copa 2014. A programação inclui várias etnias, como: Bororo, Xavante, Kuikuro, Carajá e Bacairi, que estarão realizando as seguintes atividades: Mesas redonda, Palestras, Oficinas culturais, Exposições de materiais indígenas, paleontológico e arqueológico,apresentações de danças e cantos de diferentes culturas indígenas e venda de artesanato indígena.
O 5º Encontro Indígena é um evento aberto ao público geral, com a presença em massa de estudantes de escolas da capital, interior e universitários. Na edição passada participaram do evento aproximadamente 800 alunos, esse ano a estimativa é 1000 alunos visitando o evento e participando das atividades. Para aqueles que desejam conhecer mais e ter contato direto com os povos indígenas de Mato Grosso.
O valor do ingresso é R$ 5,00, inteira, e R$ 2,50, meia, mais 1 kg de alimento não perecível.
Serviço
www.institutoecoss.com.br
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Reflexões sobre a situação da Reserva de Dourados
AJI - Ação de jovens indígenas de Dourados
I Feira de Artesanatos Indígenas em DOurados
A
AJI – Ação de jovens indígenas de Dourados, convida a população
da cidade de Dourados e região para a I feira de artesanatos
indígenas a se realizar na sexta-feira 13 de abril de 2012.
Esta
feira tem como objetivo dar valor aos artesanatos Guarani, kaiowá e
Terena, e também para que a cidade venha conhecer os artesões
indígenas.
A
feira de artesanato vai ser realizada na sede da AJI, localizada na
rua Ipiranga, 1229, Vila São Luiz.
Mais
informações:
3422-2617
ajidourados@yahoo.com.br
Indígenas são chamados para o Vale Universidade
O Programa Vale Universidade Indígena convoca os acadêmicos
selecionados e habilitados do processo seletivo 2012, para assinaturas
dos termos de compromissos, na terça-feira (10).
A relação está disponível com os nomes separados por municípios das unidades da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). O candidato com o nome na relação deverá verificar com atenção a data, o horário e o local onde serão realizadas a colheta das assinaturas dos termos de compromisso.
O não comparecimento na data e horário designados, acarretará a desclassificação do candidato ao beneficio social oferecido pelo governo do Estado.
A relação está disponível com os nomes separados por municípios das unidades da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). O candidato com o nome na relação deverá verificar com atenção a data, o horário e o local onde serão realizadas a colheta das assinaturas dos termos de compromisso.
O não comparecimento na data e horário designados, acarretará a desclassificação do candidato ao beneficio social oferecido pelo governo do Estado.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Jogos indígenas do Panambizinho têm início dia 16 de abril
A comunidade da Terra
Indígena do Panambizinho organiza entre os dias 16 e 19 de abril o
JOINPA (Jogos Indígenas do Panambizinho). O evento fará parte da
programação da Semana dos Povos Indígenas que antecede à
comemoração do Dia do Índio em 19 de Abril. Segundo o diretor da
Escola Pai Chiquito, Laucidio Ribeiro Flores, a semana do índio é
uma semana muito especial, pois representa luta pela terra, educação,
saúde, esporte, agricultura e direitos daqueles que lutam pelo seu
povo para viver melhor. “É claro que todo dia é especial para os
povos indígenas, mas neste dia nos dá mais autoestima, mobilizando
a nossa comunidade deixando um marco histórico de todas as
conquistas que já obtivemos por parte das lideranças e outras
instâncias envolvidas sobre a causa indígena”, conclui. O
projeto é uma ação do mandato do vereador Elias Ishy (PT). Foi
votado na Câmara Municipal na sessão do dia 25 de abril de 2011 e
sancionado pela administração municipal no dia 23 de junho de 2011.
A lei vai ao encontro a uma demanda da população indígena de
Dourados, a maior do Estado. Na prática, coloca a semana de evento
no Calendário Oficial de datas e eventos culturais do Município e
deixa nas mãos do Poder Público a função de realizá-la. Para
tanto, o poder executivo do município, junto às lideranças
indígenas e especialistas no tema, deve desenvolver a programação
da semana em conjunto. A lei prevê que o executivo municipal
realize durante a semana seminários, feiras temáticas, palestras em
escolas, atividades nas comunidades indígenas, campanhas solidárias,
atividades culturais e esportivas, além de manifestações públicas.
Para o vereador Elias Ishy é importante que seja discutido com as
lideranças indígenas a programação da Semana, para que a vontade
das comunidades seja contemplada. “Esses irmãos precisam ser
contemplados com políticas públicas que garantam a preservação e
a divulgação de sua cultura” afirmou o vereador Elias Ishy.
A Prefeitura Municipal, através da FUNED -
Fundação de Esportes de Dourados através Diretor-presidente José
Antonio Coca do Nascimento dará apoio ao evento.
Confira abaixo a programação:
Dia 16/04/2012 - 08 horas:
Abertura com danças tradicionais, Palestra sobre o bem viver.
Responsável: CIMI (Conselho Indigenista Missionário). Local casa de
reza
Atividades com as Crianças (brincadeiras Lúdicas)
- Responsável: Maria Leda
11 horas - Almoço na escola.
Das 13 horas até ás 16 horas - Jogos de voleibol
e futsal / quadra da escola.
Dia 17/04/2012 – 08 horas ate 9
horas - Palestra: Prática esportiva popular e tradicionais.
Professora Mestra Marina Vinha, Local: Casa de reza
Atividade com as Crianças (brincadeiras),
Responsável: Maria Leda
Tarde jogos de futebol de campo e futsal
18/04/2012 – 08 horas ate
10h30min horas: Palestra: advogado Luiz Eloi do CIMI regional MS,
Falando sobre direito indígena em especial direitos ambientais;
11 horas: Almoço
Atividade com as Crianças (brincadeiras),
Responsável: Maria Leda
Tarde jogos de voleibol, futsal e futebol de
campo( Finais), Provas nativas, semifinais: Arremesso de lança, tiro
com arco e flecha, cabo de força e sambo nativo.
Dia 19/04/2012 – 08 horas ás
17 horas: FUNAI Maria Aparecida Mendes de Oliveira.
8 horas: II corrida Rústica do Panambizinho,
finais das provas nativa (Arremesso de lança, tiro com arco e
flecha, cabo de força e sambo tradicional);
11:00: Eleição da Miss indígena de 2012, Bingo
para a comunidade do Panambizinho; Almoço;
Atividade com as Crianças (gincana infantil com
premiação) - Responsável: Maria Leda.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Opinião: A Questão Indígena
Autor: Glauber Silveira
Pude presenciar em Brasília um grande embate em torno da questão indígena no Brasil, pelos argumentos apresentados pude ver, claramente, que o tema precisa ser mais bem discutido, e é neste sentido que deputados, sejam de oposição ao governo ou posição, se empenharam em ver aprovada a PEC 215, que cria uma comissão especial para melhor discutir principalmente a ampliação de reservas indígenas.
A PEC 215 visa discutir profundamente a questão da ampliação das reservas indígenas do Brasil. Hoje não existem critérios, a demarcação é realizada por antropólogos, com princípios subjetivos e unilaterais, sem preservar o direito ao contraditório e a ampla defesa. Tudo é feito pela FUNAI com interesses muito conflitantes, que por coincidência ou não, as reservas indígenas coincidem com as reservas minerais do Brasil, principalmente na Amazônia. A grande questão é o que se quer realmente com estas demarcações de reservas indígenas, me parece não ser o interesse de índios.
A população mundial cresceu, países muito populosos e pobres se tornaram ricos, com isto as pessoas passaram a comer mais e melhor, mas nem todos, 20% da população mundial vive abaixo da linha da pobreza, um bilhão de pessoas passam fome. O planeta terra se aproxima do seu limite, nada mais justo que quando se fala em sustentabilidade, discutir também o limite de área para seus habitantes sejam estes índios ou não.
Segundo levantamento feito pela equipe técnica da FPA (Frente Parlamentar de Agropecuária), com base no IBGE e FUNAI, no Brasil somos 190 milhões de habitantes para uma área de 8,51 milhões de quilômetros quadrados, isso corresponde a 450 metros quadrados por habitante no brasil.No Brasil temos 517 reservas indígenas que ocupam uma área de 1,07 milhões de Km quadrados o que dá uma área de 13.080 metros quadrados.
Quando analisamos a área brasileira em separado, descontando as reservas indígenas, a área disponível a cada brasileiro diminui para 390 metros quadrados por habitante, quando comparado com a disponível atualmente a cada indígena teremos 390 m2 x 13.080 m2, ou seja, na área disponível para um índiopoderíamos ter 33 brasileiros. É importante lembrar que os índios representam 0,43% da nossa população e ocupamuma área correspondente a 13% do Brasil.
Não bastasse já toda esta disponibilidade de área aos povos protegidos, a FUNAI avalia a criação de mais 611 reservas indígenas, o que disponibilizaria para estes mesmos índios 24% do território Nacional, se este absurdo acontecer, resta aos brasileiros que parecem não serbrasileiros o equivalente a um terreno de 20 x 17 metros, e aos indígenas, quilombolas etc que são protegidos, mais dignos, mais brasileiros o equivalente 100x 250 metros, isto por enquanto, já que o objetivo é ampliar cada vez mais.
Estou me aprofundando nestes dados, pois é fundamental que se entenda a importância deste tema, já temos hoje no Brasil 71% do território totalmente protegido segundo a Legislação Ambiental atual, sendo: Parques e Áreas Indígenas 27%, Reserva Legal 32%, Área de Preservação Permanente (APP) 17%. O que sobrariam 29% para a produção de alimentos, indústria e cidades, sendo assim se tirarmos a área ocupada pela cidade e as indústrias, sobram apenas no país uma área de 10x10 metros para produção de alimentos para cada habitante.
Sei que o que coloco acima pode parecer um pouco dramático ou muito, mas quero chamar a atenção de todos para o caminho que o Brasil está tomando, somos um país enorme, com um potencial imenso, não podemos ficar omissos perante o que se formou no Brasil, temos que nos indignar não sócom os absurdos que o fantástico felizmente coloca a conhecimento da população. O povo brasileiro precisa se indignar mais, gritar mais, prestar mais atenção.
Muitas ONGs tomaram conta do nosso país com interesses muito escusos, respaldadas na ideologia de proteção de uma minoria, que tenho certeza que não é a brasileira, por isto discutirei muito este tema neste ano.Felizmente temos no Brasil instituições como a Aprosoja, OCB, CNA, ABAG que junto com a Frente Parlamentar Agropecuária não vai se omitir e sim ir à luta pelo Brasil dos brasileiros.
Pude presenciar em Brasília um grande embate em torno da questão indígena no Brasil, pelos argumentos apresentados pude ver, claramente, que o tema precisa ser mais bem discutido, e é neste sentido que deputados, sejam de oposição ao governo ou posição, se empenharam em ver aprovada a PEC 215, que cria uma comissão especial para melhor discutir principalmente a ampliação de reservas indígenas.
A PEC 215 visa discutir profundamente a questão da ampliação das reservas indígenas do Brasil. Hoje não existem critérios, a demarcação é realizada por antropólogos, com princípios subjetivos e unilaterais, sem preservar o direito ao contraditório e a ampla defesa. Tudo é feito pela FUNAI com interesses muito conflitantes, que por coincidência ou não, as reservas indígenas coincidem com as reservas minerais do Brasil, principalmente na Amazônia. A grande questão é o que se quer realmente com estas demarcações de reservas indígenas, me parece não ser o interesse de índios.
A população mundial cresceu, países muito populosos e pobres se tornaram ricos, com isto as pessoas passaram a comer mais e melhor, mas nem todos, 20% da população mundial vive abaixo da linha da pobreza, um bilhão de pessoas passam fome. O planeta terra se aproxima do seu limite, nada mais justo que quando se fala em sustentabilidade, discutir também o limite de área para seus habitantes sejam estes índios ou não.
Segundo levantamento feito pela equipe técnica da FPA (Frente Parlamentar de Agropecuária), com base no IBGE e FUNAI, no Brasil somos 190 milhões de habitantes para uma área de 8,51 milhões de quilômetros quadrados, isso corresponde a 450 metros quadrados por habitante no brasil.No Brasil temos 517 reservas indígenas que ocupam uma área de 1,07 milhões de Km quadrados o que dá uma área de 13.080 metros quadrados.
Quando analisamos a área brasileira em separado, descontando as reservas indígenas, a área disponível a cada brasileiro diminui para 390 metros quadrados por habitante, quando comparado com a disponível atualmente a cada indígena teremos 390 m2 x 13.080 m2, ou seja, na área disponível para um índiopoderíamos ter 33 brasileiros. É importante lembrar que os índios representam 0,43% da nossa população e ocupamuma área correspondente a 13% do Brasil.
Não bastasse já toda esta disponibilidade de área aos povos protegidos, a FUNAI avalia a criação de mais 611 reservas indígenas, o que disponibilizaria para estes mesmos índios 24% do território Nacional, se este absurdo acontecer, resta aos brasileiros que parecem não serbrasileiros o equivalente a um terreno de 20 x 17 metros, e aos indígenas, quilombolas etc que são protegidos, mais dignos, mais brasileiros o equivalente 100x 250 metros, isto por enquanto, já que o objetivo é ampliar cada vez mais.
Estou me aprofundando nestes dados, pois é fundamental que se entenda a importância deste tema, já temos hoje no Brasil 71% do território totalmente protegido segundo a Legislação Ambiental atual, sendo: Parques e Áreas Indígenas 27%, Reserva Legal 32%, Área de Preservação Permanente (APP) 17%. O que sobrariam 29% para a produção de alimentos, indústria e cidades, sendo assim se tirarmos a área ocupada pela cidade e as indústrias, sobram apenas no país uma área de 10x10 metros para produção de alimentos para cada habitante.
Sei que o que coloco acima pode parecer um pouco dramático ou muito, mas quero chamar a atenção de todos para o caminho que o Brasil está tomando, somos um país enorme, com um potencial imenso, não podemos ficar omissos perante o que se formou no Brasil, temos que nos indignar não sócom os absurdos que o fantástico felizmente coloca a conhecimento da população. O povo brasileiro precisa se indignar mais, gritar mais, prestar mais atenção.
Muitas ONGs tomaram conta do nosso país com interesses muito escusos, respaldadas na ideologia de proteção de uma minoria, que tenho certeza que não é a brasileira, por isto discutirei muito este tema neste ano.Felizmente temos no Brasil instituições como a Aprosoja, OCB, CNA, ABAG que junto com a Frente Parlamentar Agropecuária não vai se omitir e sim ir à luta pelo Brasil dos brasileiros.
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