quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O que é ser jovem na Aldeia de Dourados

Hoje vivemos em uma aldeia de aproximadamente 15 mil índios. A aldeia de Dourados( Francisco Horta Barbosa) tem muitos problemas sérios , e para os jovens é mais difícil ainda , pois nós crescemos e vivenciamos tudo que acontece na aldeia. Hoje convivemos com três subgrupos lingüísticos :kaiowá , Ñandeva e Terena.
Mas é dificil conviver com tanta violência , com tanto homicídio acontecendo ao mesmo tempo , muitos jovens se suicidando , pois é duro para nós vermos um colega , um amigo , se suicidando por consequência de problemas familiares. Também a falta de oportunidade tem sido muito grande , o desemprego , o preconceito que enfrentamos . Isso infelizmente é a dura realidade , muitas vezes só por nós termos uma identidade indígena somos impedidos de entrar no mercado de trabalho , de fazer conta nas lojas , ou seja, a nossa identidade só vale no local onde vivemos .
A AJI(ação dos jovens indígenas de Dourados) é um exemplo para os jovens , pois nós jovens enfrentamos a realidade de cabeça erguida , e na AJI sempre temos as nossas conversas, tendo as diversas etnias como uma familia só. Somos jovens mas com a cabeça madura, prontos a enfrentarmos qualquer desafio , através da AJI nós já realizamos muitas coisas.
Eu aprendi que não devemos desistir, temos que lutar pelo que nós queremos , pois se não lutarmos ninguém vai lutar por nós, pois a nossa aldeia está praticamente largada .

Já estamos fartos de escutar o povo falando de nós , a maioria nos conhece através da mídia , já estamos cansado de só as lideranças falarem por nós , pois eles falam o que eles acham e nós temos que falar também, pois somos nós que estamos vivenciando tudo isso .
Vamos virar a página e recomeçar tudo de novo , vamos tentar quantas vezes for possível!!!!!!!!!

JAQUELINE GONÇALVES
17 ANOS
KAIOWÁ

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Produção do filme ORE REKO


Nos últimos dias estivemos realizando uma nova forma de fazer filme, pela primeira vez a AJI começou a trabalhar com a ficção, ainda não terminamos, mas está ficando muito bacana.
Sempre trabalhamos com o documentário, mas decidimos fazer diferente, o cineasta uruguaiano Alejandro Ferrari trouxe esta idéia de cinema mais próximo da gente.
O roteiro do filme fomos nós mesmos que produzimos, e se trata do que é ser jovenm na aldeia de Dourados, de início pensamos em um documéntario, pois ele além de contar como é realmente, retrata de uma forma mais abrangente a questão, mas notamos que o documéntário iria ficar muito longo, monótono, queríamos sair da mesmice. Então optamos pela ficção, além de ser uma forma diferente a ser trabalhada pela gente, conta a realidade com mais vontade de assistir, pois são os próprios jovens indígenas que atuam no filme, e como o filme não conta todas as questões dos jovens, decidimos fazer um BACKSTAGE do filme, onde colhemos depoimentos, ensaios e gafes.
Pensamos em todo o corpo da equipe desde o diretor até o claquete, pensamos em como encaixaríamos todo o pessoal nas posições, uns queriam fazer tudo ao mesmo tempo, mas acabou que no final até os atores fizeram o som e câmera, foi uma loucura, mas esta ficando muito legal.O mais bacana é a convivência que adquirimos com esta experiência, o espírito de grupo.
Aprendemos tudo de uma forma divertida e gostosa de se fazer, pois havia interesse de cada um que participou das gravações.
O filme irá se chamar " ORE REKO", que em português significa NOSSA VIDA, além de estar na língua guarani-kaiowá, também será na língua terena. O filme será de vidas opostas, ou seja dois lados que existem na aldeia, o das drogas, da marginalidade e o lado do trabalho e da dignidade.
Show de bola vai ficar este filme!!!!!!!!



Graciela Pereira de Souza 21 anos Guarani

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

UMA HOMENAGEM A VOCÊ AMIGO

QUERIDO AMIGO VOCÊ SEMPRE VAI MORAR NO NOSSO CORAÇÃO, SEMPRE VAMOS LEMBRAR DE VOCÊ COM MUITO CARINHO, O SEU SORRISO MARCOU MUITO , A GENTE CURTIU MUITO QUANDO SE ENCONTRAVA , VOCÊ SENPRE COM UM SORRISO NO ROSTO , UM AMIGO TÃO LEGAL , DIVETIDO, NUNCA VAMOS ESQUECER OS SABADOS QUE PASSAMOS TODOS JUNTO SE DIVERTINDO NA AJI, OS TEMPOS QUE PASSAMOS JUNTOS SÃO INESQUECIVEIS..... ADORAMOS VOCÊ..............
...........MAS QUE PENA QUE VOCê PARTIU, UM MENINO TÃO NOVO UMA VIDA INTEIRA PELA FRENTE , TUDO ESTAVA TÃO BEM , A VIDA ESTAVA TÃO BELA........E VOCÊ MAIS UMA VITIMA DO SUICIDIO....
ESPERO QUE VOCÊ ENCONTRE A SUA PAZ.

DALTON
16 ANOS
KAIOWÁ

HOMENAGEM DE DUAS PESSOAS QUE TE ADORAM MUITO

TATI-14 ANOS - KAIOWA E
JAQUELINE - 17 ANOS - KAIOWA

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O que temos??? o que queremos?? e como faremos????

NOS ÚTIMOS ANOS A LDEIA VEM MELHORANDO EM ALGUNS PONTOS E EM OUTROS ELA VEM PIORANDO. HOJE TEMOS A ADUCAÇÃO:NOS UTIMOS DIAS TEM MELHORADO MUITO, CADA VEZ MAIS HÁ PESSOAS ESTUDANDO, HOJE NA ALDEIA HÁ O EJA (EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS) ONDE HÁ MUITAS PESSOAS QUE NÃO TIVERAM OPORTUNIDES DE ESTUDAR , OU QUE ESTÃO TRABALHANDO DURANTE O DIA E TENDO OPORTUNIDADE DE ESTUDAR DE NOITE.
SAÚDE:TEMOS POSTOS DE SAÚDE TANTO NO JAGUAPIRU QUANTO NO BORORÓ, ONDE HÁ PESSOAS BRANCAS DA PRÓPRIA ALDEIA QUE TRABALHAM NESSES POSTOS, HOJE TEMOS MUITAS AGENTES DE SAÚDE NA ALDEIA. A FUNASA É UM ÓRGÃO QUE AJUDA NA ALDEIA E TEM LUTADO MUITO CONTRA A DESNUTRIÇÃO E OS RESULTADOS TEM SIDO ÓTIMOS , TEMOS CAMPANHAS DE VACINAS E MUITO MAIS , ENFIM A SAUDE ESTÁ ÓTIMA.
LAZER:HOJE NA ALDEIA, TANTO HOMENS QUANTO MULHERES JOGAM FUTEBOL NOS FINAIS DE SEMANA, TAMBÉM NO NAM HÁ BRINCADEIRAS ESPECIALMENTE PARA AS CRIANÇAS, ONDE HÁ VÁRIAS ATIVIDADES. A AJI TEM REALIZADO NOS FINAIS DE SEMANA, NA ALDEIA, MUITAS ATIVIDADES BACANAS ONDE É ESPECIALMENTE PARA OS JOVENS, MAS TAMBÉM É ABERTO PARA TODOS.
FALTA MUITO PARA A MELHORA DA ALDEIA , COMO:MAIS POSTOS DE SAÚDE, MAIS ESCOLAS , MAIS LUGARES DE LAZER, ILUMINAÇÃO PÚBLICA, SANEAMENTO BÁSICO, CAPACITAR MAIS INDÍGENAS PARA TRABALHO NA ALDEIA INCLUSIVE PARA AJUDAR A COMBATER A VIOLÊNCIA, DROGAS, BEBIDAS ALCOOLICAS E O SUICÍDIO.
ESTÁ MAIS QUENA HORA DE AGIR
MAS O QUE FAREMOS??? NÃO HÁ MUITAS ALTERNATIVAS A NÃO SER COMEÇAR POR NÓS MESMOS, ONDE DEVEMOS PRESERVAR O QUE JÁ TEMOS, TER VONTADE E LUTAR PELOS NOSSOS DIREITOS , CORRENDO ATRÁS DO QUE QUEREMOS, A UNIÃO DA COMUNIDADE É O FATOR MAIS IMPORTANTE. DEVEMOS COBRAR DOS POLÍTICOS E ACOMPANHAR PASSO À PASSO O TRABALHO DELES, COBRANDO MAIS OS DIREITO DAA CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES, POIS NA MAIORIA DAS VEZES NÃO SÃO CUMPRIDAS, SÓ PROMETIDAS.
ESSA SÃO AS PRINCIPAIS ALTERNATIVAS PARA REFLETIR E PRATICAR, QUEM SABE TEREMOS UM FUTURO MELHOR, A JI JÁ DEU SEU PRIMEIERO PASSO ONDE INCENTIVA OS JOVENS A LUTAREM PARA TEREM UMA VIDA DIGNA, UNEINDO AS TRÊS ETINIAS, TRABALHANDO NA FORMAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL, LUTANDO CONTRA O PRECONCEITO SOCIAL E MORAL..
SE TODOS SE UNIREM E COMEÇAREM A BATALHAR MUITAS COISA VÃO MELHORAR, BASTA TER VONTADE E IR A LUTA, PERDER COM CLASSE E VENCER COM OUSADIA.

JAQUELINE G. PORTO
17 ANOS - KAIOWÁ

terça-feira, 24 de julho de 2007

AJI em Campo Grande

No dia 18 e 19 de julho a AJI, representada pelas jovens Graciela Pereira de Souza e Jackeline G. Porto, participaram do quarto Seminário da Juventude Estadual.
Neste encontro estiveram presentes vários movimentos, como as pessoas portadoras do virus HIV, movimento homossexual, movimento negro e indígena e outros. Lá foram discutidas questões relacionadas a desafios e perspectivas dos jovens, ligado a um tema principal, que era a violência.
Foram debatidas questões como drogas e sexualidade, autonomia e independência , esporte e lazer dentre outras. Uma quetão que coloquei para ser aprovada no documento final é a Conscientização e Capacitação da FUNAI, para que trabalhe juntamente com ONGS e conselhos dentro das comunidades indígenas, visando assim um bem maior para os jovens indigenas.
As discussões foram bastante produtivas, foi muito bacana o encontro, o mais legal é que lá era todo mundo igual, não tinha distinção de raça e nem cor todos trabalhavam por um objetivo comun, que era melhores condições para os jovens.


Graciela Pereira de Souza, 21 anos, guarani

terça-feira, 17 de julho de 2007

Por que os indigenas se suicidam??????????

ISSO É UM DOS ASSUNTOS MUITO DELICADOS DA ALDEIA, MUITAS VEZES NÃO TEMOS UMA RESPOSTA EXATA. ESSE É O MOTIVO QUE MUITOS HISTÓRIADORES, ANTROPÓLOGOS VEM ESTUDAR NA ALDEIA, A PERGUNTA É'' POR QUE OS ÍNDIGENAS SE SUÍCIDAM?''
EU COMO ÍNDIGENA VIVO COM ISSO NO MEU DIA-DIA, E MUITAS VEZES OS ÍNDIGENAS SE SUÍCIDAM POR PROBLEMAS FAMILIARES, OU QUANDO TERMINAM UM RELACIONAMENTO. ALGUMS SUÍCIDIOS TEM SIDO CONSEQUÊNCIA DA BEBIDA ALCÓOLICA E DAS DROGAS, POIS NA ALDEIA NO FIM DE SEMANA OS ÍNDIGENAS TEM COMPRADO BEBIDAS COM MUITA FACILIDADE, POIS NA PRÓPIA ALDEIA HÁ PESSOAS QUE COMERCIALIZAM DROGAS E BEBIDAS, ESSAS PESSOAS TRAZEM BEBIDAS DAS CIDADES VIZINHAS PARA COMERCIALIZAREM NA ALDEIA, MUITAS VEZES VIAJAM ATÉO ''PARAGUAI '' PARA COMERCIALIZAREM DROGAS.
HÁ PONTOS EM QUE HÁ PESSOAS BRANCAS QUE VEM DE NOITE E DESCARREGA BEBIDAS ALCOÓLICAS PARA SEREM COMERCIALIZADAS, E OS PRÓPIOS ÍNDIOS COMERCIANTES TEM UM LUGAR SECRETO ONDE GUARDAM AS BEBIDAS.ISSO É ALGUMA DAS CAUSAS DO SUÍCIDIO ONDE AS PESSOAS BEBEM E FICAM LEMBRANDO DE MUITAS COISAS RUIM QUE JÁ ACONTECEU EM SUA VIDA, OU ESTÁ ACONTECENDO E SE SUÍCIDA.
OUTRA CAUSA QUE SEMPRE ESTÁ EM DEBATE É, POR FALTA DE OPORTUNIDADES ONDE NÃO TEM TRABALHO E AS PESSOAS SE ENVOLVEM COM TRÁFICOS DE DROGAS, OU QUALQUER OUTRA COISA QUE POSSA DAR DINHEIRO A ESSA PESSOA. ONDE MAIS ADINTE SOFREM AS CONSEQUÊNCIAS E SE SUÍCIDAM.
MUITAS VESEZ O FEITIÇO A MACUMBA É ALVO DOS SUÍCIDIOS, POIS NA ALDEIA ESTÁ EM ALTO O NUMERO DE PESSOAS QUE ACREDITAM EM FEITIÇO, MUITAS VEZES OS(AS) INDIOS(AS) QUANDO NÃO CONSEGUEM O AMOR DA SUA VIDA VÃO ATÉ OS FEITICEIROS E MANDAM FAZER O FEITIÇO PARA A PESSOA SE SUICIDAR OU SEJA MUITAS PESSOAS FREQUENTAM E ACREDITAM NO PODER DO FEITIÇO E DA MACUMBA.
A QUESTÃO DA DISPUTA PELAS TERRAS TANBÉM É UMA DAS CAUSAS DO SUICÍDIO. E ISSO NA MAIORIA DAS VEZES SÃO AS CAUSAS SUFICIENTES PARA O NÃO ÍNDIO DIZER QUE O INDIO É SUJO, BÊBADO, VAGABUNDO, ELES NÃO PROCURAM NOS ENTENDER E NOS CONDENA NOS MASSACRA DIZEM QUE SOMOS SELVAGENS. HÁ MUITAS COISAS QUE DEVERIAM SER MELHORADAS MAS NÃO TEMOS OPORTUNIDADES.
MAS AINDA HÁ ESPERANÇA POIS TEMOS PESSOAS QUE LUTAM PARA TER UM FUTURO MELHOR, UMA VIDA DIGNA, POIS ESTÁ MAIS QUE NA HORA DE VIRAR ESTA PAGINA!!!!!!!!!

INTEGRANTE DA AJI
17 ANOS- KAIOWÁ

Uma maneira de preservar

Hoje vivemos em um mundo super poluído, a poluição está cada vez pior, sem controle.
Na aldeia não passa o carro para levar o lixo para os lugares apropriados na reserva, esses lixos são queimados, enterrados ou jogado no terreno dos vizinhos prejudicando o solo, poluindo o ambiente e causando doenças muito graves.
Por isso a AJI está tendo a 2º oficina de reciclagem, onde reciclamos os papéis e depois reaproveitamos para novos objetos. Quem nos orienta é a bióloga Daniela pois temos que preservar o que ainda nos resta.
Afinal o mundo, o meio ambiente e outros dependem dos nossos cuidados especiais, e se não cuidarmos de nós mesmos estamos nos prejudicando e prejudicando tanbém a nossa natureza,
a AJI tem uma dica para você preservar o meio anbiente:
RECICLAGEM DE PAPÉIS:
1-Deixar os papéis de molho 24 horas;
2-triturar no liquidificador industrial;
3-tirar o excesso de água em um saco de estopa;
4-colocar uma certa quantidade de cola, e a massa está pronta!
OBS: a massa pode ser tingida da cor que você quiser.
EX:
*jenipapo
*urucum
*beterraba
*tintas
*folhas secas
*etc...
Depois podemos fazer uma decoração com a massa e logo após colocar para secar.
''ZELE O QUE É NOSSO PRESERVE A NATUREZA''
Jaqueline Gonçalves Porto
17 anos
kaiowá

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Emprego indígena

A maioria das pessoa da aldeia gostam mais de ir trabalhar na usina . Mas também tem as pessoa que não gostam de trabalhar lá e procuram emprego em outros lugares.
Existem pessoas trabalhando de catadores de lixo, mas existem poucas pessoas que trabalham nesse serviço na cidade.
Quando alguém quer trabalhar, deve procurar os donos dos estabelecimentos. Os indígenas vão procurar esses lugares para trabalhar e esses donos de lojas falam que não tem mais vaga para trabalhar, que não estão mais precisando . Só por que ele é índio não vai trabalhar nesses estabelecimentos , por isso não tem imprego indígena a não ser nas usinas e nos lixões.




Rosivânia Espíndola
14 anos
Etnia- Guarani

Lançamento do livro da Aji

Na minha opinião achei o livro mais ou menos, eu não gostei muito da figura dos dois índios bêbados brigando e uma garrafa de bebida alcoólica no meio deles. Já sabem que na aldeia existem muitos índios alcoólatras. Na minha opinião é isso. As outras fotos eu adorei, gostei muito desse livro.


Cleberson Ferreira
16 anos- kaiowa

O que a AJI está fazendo atualmente?

A AJI CADA VEZ MAIS VEM DESENVOLVENDO SEUS TRABALHOS. HOJE ESTAMOS ENCARREGADOS DE ATIVIDADES E ISSO É MUITO IMPORTANTE PARA NÓS, POIS CADA VEZ MAIS ESTAMOS CRESCENDO. A AJI JÁ CONCLUIU MUITOS TRABALHOS SUPER IMPORTANTES ,MAS ISSO NÃO QUER DIZER QUE JÁ TERMINOU, ISSO É SÓ O COMEÇO, POIS AINDA TEMOS MUITO QUE CRESCER. UMA DAS NOSSAS CARACTERÍSTICAS É A HARMONIA, A CONVIVÊNCIA DAS TRÊS ETNIAS, POIS O OBJETVO DA AJI É PREPARAR OS JOVENS PARA O FUTURO, OU SEJA, ELA TRABALHA NO DESENVOLVIMENTO DO JOVEM.
NÓS VIVEMOS ENTRE A CIDADE E A ALDEIA, ONDE ESTAMOS CADA VEZ MAIS NOS DESCOBRINDO, ATUALMENTE ESTAMOS TRABALHANDO NA CONSTRUÇÃO DO VÍDEO ''PIN HOLE'' E OUTROS VÍDEOS, TEMOS REDAÇÃO ONDE TEMOS A CHANCE DE FALAR SOBRE A NOSSA ALDEIA E TODOS ESTÃO ESCREVENDO CADA VEZ MELHOR. DIARIAMENTE COLOCAMOS NOTÍCIAS NO CLIPPING VIRTUAL E IMPRESSO, QUE É UM ARQUIVO SÓ DE NOTÍCIAS INDÍGENAS, TAMBÉM TEMOS O NOSSO FOTOLOG, OFICINA DE DIREITOS INDÍGENAS , AFINAL PRECISAMOS SABER OS NOSSOS DIREITOS, TEMOS CURSO DE COMPUTAÇÃO, TEATRO, CURSO DE ESPANHOL E TUDO ISSO COM OS MELHORES PROFESSORES.
A AJI ESTÁ CHEIA DE ATIVIDADES E ESSAS SÃO ALGUMAS DELAS, ATÉ HOJE JÁ REALIZAMOS MUITAS COISAS QUE SERVIRAM COMO EXPERIÊNCIA PARA NÓS, POIS ALÉM DE OBTERMOS CONHECIMENTOS, HOJE ESTAMOS NA LUTA ENFRENTANDO A NOSSA REALIDADE, POIS O FUTURO SÓ PERTENCE A QUEM ACREDITA NA BELEZA DOS SEUS SONHOS .
A AJI ME FEZ ACREDITAR NO FUTURO, E COM CERTEZA TEM MUITO PARA REALIZAR. O POVO AINDA VAI OUVIR MUITO SOBRE A AJI, POIS MUITAS NOVIDADES VEM POR AI E ESTAMOS APENAS COMEÇANDO.

JAQUELINE GONÇALVES
17 ANOS
ETNIA -KAIOWÁ

terça-feira, 10 de julho de 2007

Sem transporte

O transporte escolar é um fator muito importante para a locomoção de alunos que moram longe da escola.No momento pela falta de ônibus muitos alunos ficam sem ir a escola perdendo tempo de aprendizagem, com isso seu futuro ficará prejudicado com certeza.
Agora pelo lado do pessoal que trabalha de motorista, dizem que é pela falta de pagamento que os ônibus não tráfegam pela aldeia, ou seja, a prefeitura contrata esse pessoal que são terceirizados e não os pagam. E outro motivo que levam os ônibus a não realizarem seus serviços na aldeia é a péssima condições das estradas. Com isso, quem totalmente sai perdendo são os alunos que seguem seus caminhos até a escola de bicicleta, que enfretam a violência de frente nas estradas da aldeia.
Então como ter uma solução nesse caso, uma das opções é fazer protesto porque temos os diretos de estudantes, e outra qual será? Isso quem poderia nos dizer são os pais que olham os seus filhos tendo dificuldades de ir até a escola.



Emerson Machado

A MOSCA BRANCA

A mosca branca é assim , elas comem caule de mandioca, fruta e verdura. É uma praga que a ente não vê direito, só no microscópio e a única planta que não pega é o milho e a cana. Será que não tem algo para nós povos indígenas lutarmos contra a mosca branca para vencer?
Um bichinho que não gosta de frio ,parece que gosta de calor,nós povos indigenas não conhecemos bem ainda estas coisas mas a gente sabe que precisa de mais atencão dos agricultores porque esse bichinho não pega só nas frutas e verduras ,pega também na soja e feijão.
Eu acho que não temos direito de comprar veneno sabe porque?muitas vezes os indígenas morrem envenenados , mesmo assim os povos indigenas tem que dar um jeito.
Eu acho que temos que dar um jeito de cobrar a FUNAI, assim o nosso compromisso dará certo, mas tem que ser com veneno, se não a mosca continuará. Eu acho muito ruim e muito difícil combater essa mosca branca, se deus quiser a gente conseguirá.
guarani -18 anos
Ernesto Raulio