quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ser índio

Ter orgulho de ser índio hoje é ter seu próprio alimento, é ter orgulho das histórias contadas por nossos avós, é ter oportunidade de estudar, é simplesmente ter uma própria identidade indígena, é valorizar nossos antecedentes, suas danças, etc.
Antigamente nossos parantes dançavam muito, a chicha, a dança do bate-pau; faziam muitos artesanatos.
Hoje há pouca dança,
pouco se canta,
pouco se fala,
pouco se ensina.
As crianças já não aprendem com seus pais, como era antes. Por isso o índio que canta, dança, fala a sua língua, deve se encher de orgulho, pois é um índio de muitas riquezas e valor!

Aires Fernandes Gonçalves

terça-feira, 12 de abril de 2011

Crianças Abandonada


Na aldeia,ainda tem criança abandonada, muitas crianças estão sofrendo por, faltas de cuidados dos país, no dia 9 de abril mas uma criança foi morta por desnutrição, mas por outo lado não e falta de alimentos que acriança falesceu, mas sim por falta de cuidados, muitos país, dentro da aldeia, possui bebidas alcoolicas e onde os seus filhos, acaba ficando de lado, sofrendo por, não ter o que comer na hora certa, Muitos país não entende que as nossas criança fica em primeiro lugar mas que tudo, por que é nosso filhos (a) sofremos para criar, e quando esta no mundo, e só cuidar , porque faseis uma criança para depois o abandonar,criança é a unica coisa que na maioria das tristeza deixa nós feliz nas horas triste de nossa vidas, crianças e a coisa mais bela que existe em nosso mundo, eles(a)não tem culpa de nada que esta acontecendo, na quele momento, pois precisamos cuidar mais da nossas criança, mas atençao, e criar com muito carinho pois eles (a) são os frutos da vida. Tania Benites


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Para Brasil, exigências da OEA sobre Belo Monte são precipitadas e injustificávei

Brasília – O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, respondeu nesta terça-feira (5), por meio de nota oficial, à solicitação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) que pede a suspensão do processo de licenciamento da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu (PA). O governo disse ter recebido com “perplexidade” a recomendação e considerar as orientações “precipitadas e injustificáveis”.

“O governo brasileiro considera as solicitações da CIDH precipitadas e injustificáveis”, diz a nota. “O governo brasileiro tomou conhecimento, com perplexidade, das medidas que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) solicita que sejam adotadas”, acrescenta.

Em cinco parágrafos, o Itamaraty conta o histórico de Belo Monte, lembrando que o processo de licitação foi autorizado pelo Congresso Nacional, em 2005, com base em estudos técnicos de ordem econômica e ambiental. Também ressalta que houve consulta a órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“O governo brasileiro está ciente dos desafios socioambientais que projetos como o da Usina Hidrelétrica de Belo Monte podem acarretar. Por esta razão, estão sendo observadas, com rigor absoluto, as normas cabíveis para que a construção leve em conta todos os aspectos sociais e ambientais envolvidos. O governo brasileiro tem atuado de forma efetiva e diligente para responder às demandas existentes”, finaliza a nota.

Ao cobrar a suspensão do processo de licenciamento de Belo Monte, a OEA deu um prazo de 15 dias para o governo brasileiro adotar uma série de medidas em defesa da proteção dos povos indígenas da Bacia do Rio Xingu.

No documento, a OEA recomenda que nenhuma obra seja feita na região até o cumprimento de algumas medidas como a realização de consulta com as comunidades indígenas afetadas, a disponibilização dos estudos de impacto ambiental e a adoção de medidas para proteção da integridade pessoal dos povos indígenas, além de programas de prevenção à disseminação de epidemias e doenças.

A decisão da CIDH é uma resposta à denúncia encaminhada, em novembro de 2010, por entidades como Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Prelazia do Xingu, Conselho Indígena Missionário (Cimi), Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), Justiça Global e Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (Aida). De acordo com a denúncia, as comunidades indígenas e ribeirinhas da região não foram consultadas de forma apropriada sobre o projeto.

Belo Monte será a maior hidrelétrica totalmente brasileira (levando em conta que a Usina de Itaipu é binacional) e a terceira maior do mundo. A usina terá capacidade instalada de 11,2 mil megawatts de potência e reservatório com área de 516 quilômetros quadrados. Até o momento, o empreendimento tem apenas uma licença parcial do Ibama para iniciar o canteiro de obras.

19 de A bril dia de todos os indio do Brasil

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19 de Abril: aldeias Terena preparam festividades
05/04/2011 - 14:11 h

Comemorado com diversas festividades socioculturais em todas as aldeias da etnia Terena de Aquidauana, o Dia do Índio está sendo preparado pelas comunidades indígenas da região de Taunay e Limão Verde.

Em algumas dessas comunidades a programação é bem extensa, como é o caso da aldeia Lagoinha. Ali, as festividades começam dia 11 e se estendem até o dia 19, durante toda a semana.

No dia 11 está prevista a abertura da Semana do Índio na EMI Marcolino Lili a partir das 09 horas, com mostra de trabalhos típicos dos alunos, hasteamento dos pavilhões nacional, estadual e municipal, palestra dos diretores da escola e o pronunciamento do cacique Alcery Marques, que falará para sua comunidade.

Na terça-feira, dia 12, às 09:30 horas, palestra sobre Icnografia Terena, com o professor Délio Delfino; às 10:00h oficina de pintura corporal típica Terena e pintura corporal indígena livre; às 11:00h dança “A beleza da mulher indígena Terena.

Já na quarta-feira, dia 13, as festividades começam pela manhã atividades desportivas, como corrida livre 100m livre, 200m livre, revesamento 4/100 e prova de corrida de tora, cabo de guerra, arco e flecha, salto a distancia.

No dia 14, quinta-feira, às 09:00h palestra “Preservação da Cultura Terena”, com o professor Dr. Vanderley. Às 10:30h dança Hiy’okexoti Kipaé (dança da ema) e Cipúterena (das mulheres)

Apresentação de comidas típicas pela professora Maria do Carmo, Tornei da Paz (comunidade escolar X comunidade da Aldeia Lagoinha) são as atividades previstas para o dia 15, sexta-feira.

No sábado, confraternização dos professores e funcionários da EMI Marcolino Lili a partir das 07:00 horas. Às 08:30h, discussão e elaboração do Projeto Político Pedagógico e às 11:00h encerramento do dia.

No dia 18, segund-feira, haverá concurso de Miss e Mister Indígena Estudantil Terena Infantil a partir das 09:00 horas.

Na terça-feira, dia 19, as comemorações começam às 09:00h com hasteamento das bandeiras, fala das autoridades, dança Cipúterena e
e Hiy’okexoti Kipaé. Às 12 horas o tradicional almoço de confraternização seguido das competições esportivas, com ênfase para a partida de futebol de campo entre o DEC Veterano X Lagoinha e o momento mais esperado do dia, a partida entre o Comercial FC e o selecionado da Lagoinha.

O cacique Alcery Gabriel e sua comunidade, assim como todas as aldeias de Aquidauana, contam com o forte apoio da administração do prefeito Fauzi Suleiman, que se reuniu com mais de 40 lideranças indígenas Terena na última semana para receber em mãos toda a programação das aldeias e as solicitações de apoio para as festividades.

“Em nome de todos os nossos patrícios Terena, quero agradecer o prefeito Fauzi pela grande atenção que ele dado às comunidades de Aquidauana. Nunca o prefeito deixou de nos atender desde que ele entrou na prefeitura e isso nos deixa muito satisfeitos”, afirmou o cacique da Lagoinha.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Multirão de documentos pessoais na aldeia de de Dourados


O Comitê Gestor Estadual para Erradicação do Sub-Registro promove nos dias 8, 9 e 10 de abril, no município de Dourados, o cadastramento das famílias indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru. O objetivo é organizar os trabalhos para a expedição de documentos e proporcionar aos indígenas que não possuem documentação o acesso fácil para retirada desses documentos.

Dourados possui um grande número de famílias indígenas, em torno de 1.306 famílias na aldeia Bororó e 1.304 famílias na aldeia Jaguapiru, num total de 2.610, sendo consideradas cinco pessoas por família, isso dá em torno de 12.035 pessoas.

O projeto, conhecido como “Cidadania, Direito de Todos“ mobiliza diversos órgãos governamentais para garantir à comunidade indígena o acesso a documentos essenciais ao exercício pleno da cidadania, como RG (Registro Geral), CPF (Cadastro de Pessoa Física), Rani (Registro Administrativo de nascimento Indígena) e Carteira de Trabalho. Na última ação para índios em Campo Grande, em outubro do ano passado, foram atendidos pelos membros do Comitê os índios das aldeias urbanas.

Foi a primeira ação do projeto piloto no País, no total 1.070 índios foram cadastrados no projeto. Pela Funai (Fundação Nacional do Índio) foram 220 índios atendidos e o Cartório de Registro Civil atendeu 258 pessoas. Foram emitidos 217 CPFs e 216 RGs. Foram tiradas 185 fotografias para colocar na documentação e emitidas 78 Carteiras de Trabalho. A Defensoria Pública registrou 73 atendimentos.

Organizadores e parceiros

Diversas instituições estão unidas para realizar a ação social: a Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), Defensoria Pública Estadual, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tribunal de Justiça/ Corregedoria de Justiça, Receita Federal, Secretaria de Estado de Educação (SED), Secretária de Estado de Saúde (SES), Fundação do Trabalho (Funtrab), Assembléia Legislativa, Coordenadoria da Mulher, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Comando Militar do Oeste, Associação dos Cartorários (Anoreg), Marinha do Brasil, Polícia Militar Ambiental, Coordenadoria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (CPPIR/MS), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Funai, Ministério Público Estadual, Incra e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ser índio

Ser índio é respeitar é saber respeitar as culturas e tradições, quase todos os índios abandonaram suas culturas; perderam suas línguas, e suas danças, mais ainda existe aqueles que nunca esqueceram suas culturas e costumes, principalmente a “dança do bate-pau, o guaxi ré, a chicha”, a nossa cultura, tem muito valor.
Antigamente os pais e avós ensinavam as crianças a seguirem suas culturas, contavam histórias, mas nós indígenas não vamos deixar que se perca, as nossas culturas, as vazes a minha avó conta-me algumas histórias, sobre tudo que aconteceu em seu passado. Ser índio, é ser valorizado, não deixar-se cair e ser humilhado, mais sim levantar-se mais força, nós índios somos fortes e somos guerreiros, nunca baixaremos a cabeça para o não índio, não somos ignorantes, somos inteligentes e fortes.

Queria ser

Queria ser um índio livre para poder correr, saltar e brincar pela mata,
queria ser um índio corajoso sem medo das noites frias e escurar,
queria ser um índio valoroso; Cheio de orgulho de minha cultura,
queria poder tomar banho de rio e descansar em uma grande rede no entardecer,

Hoje sei que muitas será difícil de acontecer,
oque eu queria eu não poderei viver,
já não temos grandes matas, não temos belos rios,
as noites são tão escuras e tenebrosas,
da minha cultura eu não posso desfrutar,

Somos indígenas. Temos uma cultura e costumes diferentes,
apesar das mudanças nunca deixamos de lutar.
lutar pela vida, lutar por vossos direitos,
porque saremos que somos importantes, porque somos índios!!!

Profº Egizele

Crianças perdidas

Onde as crianças e os jovens estão aqui ?
Oque fazem neste mundo, perdidos ?
Por que estão perdidos neste mundo tão pequeno ?
Oque fazem nesta escuridão ?
Estão só ? Será que perderam-se de seus pais ?
As crianças ficam perdidas, não voltam para suas residências. Perderam o caminho de suas casas?
Ou ficaram esquecidas por seus pais ?
O mundo de nossas crianças é a escuridão, mas podem descobrir a felicidade. Ser feliz.
Sozinhos não conseguiram sair desse abismo profundo, alguém precisa lhes ajudar, para poder sair dessa escuridão, e passar a ter alegria em seu pequeno coração.

Arilson Vieira de Souza

quinta-feira, 31 de março de 2011

As dores da minha aldeia

Sinto bem fundo
todas as dores da minha aldeia.

Só que meu poema da minha aldeia não conseguiu tocar;
Em feridas maiores,
abro os olhos e vejo,
e choro, e me arrepio,

com o fome,
com a violência,
com as doenças,
com as desavenças nas famílias.
Com a destruição,
do verde e da vida;

Tento escrever,
mais sai, um poema importante,
fico pensando, o que fazer ?
Não tenho poder,

sinto-me presa, de mãos atadas,
sem poder correr, sem poder lutar,
sem poder dizer,
para meu povo, parar de morrer!!!

As dores de minha aldeia
pedem canções, exigem ações,
o nosso povo lamenta,
por mortes sangrentas,
sem ninguém para nos ajudar,
nos trancamos em casa.

Abraçamos nossos filhos e ficamos a chorar,
esperando que um dia essas dores tende acabar,
para toda a comunidade indígena,
voltar a sonhar!

Baseado no poema de Elias José, profº Egizele

Crianças

Muitas crianças hoje estão abandonadas pelos pais, essas crianças não tem mais lar para viver.
Agora estão nas ruasse tornando marginais, estão nas ruas, porque seus pais não querem mais nada com eles; Seus pais abandonaram porque não tem uma boa educação, não querem estudar, não querem estudar, não querem ter um futuro melhor.
As crianças vivem nas ruas roubando e matando pessoas inocentes, como seu mundo não existisse, já basta olhar dentro dessas crianças e ver o que ela perdeu no passado e perderá no futuro se continuar vivendo essa vida.
E a nossa realidade

Aluno da escola Tengatui Diego Maciel Ferreira

Esse texto foi trabalhado em sala de aula pela professora de Linguá Portuguesa.

Crianças Indígena

Em um triste olhar
Pode-se enxergar o mundo
de uma criança Indígena.

Pés descalços, cabelos desajeitados.
Nos refletem o abandono e a
falta de cuidados dos pais.

Muitos pais se ausentam
buscam nas usinas garantir a alimentação.
Crianças pequenas em casa esperam
por um pão.

Crianças Indígenas mal conhecem o
mundo já vivem a sofrer
desconhece o amor e o afeto de
uma família.

Cresceu sozinho
Vive sozinho
Quando encontra um amigo
Traz-lhe mais sofrimento
Tornando sua vida só de lamento
Cresce no mundo das drogas

Crianças Indígenas,
Mal conhece sua cultura
Não enxergas o futuro
Não conheces sua história
Não reconheces seu valor!
Não sebes o que é o amor!

Em sua inocência de criança
não vês o que o mundo cruel
está a lhe oferecer,
E se ninguém pode ajudar,
Essas crianças continuarão a ficar,
sem casa sem lar,
Sem ninguém para amar.
E como toda criança não
poderá sonhar.

Prof: Egizele Mariano da Silva.

quarta-feira, 30 de março de 2011

I JOGOS JOINPA NAS ALDEIAS DE DOURADOS








Nos dias 15/16/17/18/19 de Abril acontecerá o 1 JOINPA (Jogos Indígenas do Panambizinho ) onde estará presente varias delegação das aldeia da região de Dourados -MS. Objetivo de fortalecer a unidade a solidariedade entres os atletas é comunidade, superar os obstaculo da vida sempre visando dias melhores.

Cronograma de atividade neste dias ;

15/04/2011( ÁS 17:00 CONGRESSO TÉCNICO,

ÁS 19:00 CERIMÔNIA DE ABERTURA).

DIAS 16, 17 E 18 ( FUTEBOL MASC E FEM, FUTSAL MASC. E FEM, VOLEIBOL MISTO.

DIA 18 Á TARDE ( ATLETISMO MASC E FEM, PROVAS: 100M, 4X100, 400M, 4X400 , 5.000 M, SALTO EM ALTURA E SALTO Á DISTANCIA.

,,DIA 19, 8:00 HRS PROVAS NATIVAS( 2 GUERREIROS POR EQUIPE: ARCO E FLECHA, ARREMESSO DE LANÇA, SAMBO TRADICIONAL E CABO DE FORÇA.

OBS: O ARCO E FLECHA, O SAMBO E A LANÇA OS CAMPEÕES SERÃO PREMIADOS COM 100 REAIS, OS VICE COM 50 REAIS E 3° 20 REAIS.

Terá 10 equipes com 30 atletas ( 14 FEM E 16MASC) 4 acompanhantes por equipes, as equipes de outras aldeias poderão se alojar na Escola da aldeia panambinho, serão servidos café da manhã, almoço e janta.

Segundo o organizador do evento Laucidio Flores participarão das provas nativas quereiros vestido tipicamente.

CONTATO : Laucidio Flores fone: 9929 7634/ 99858456