quinta-feira, 18 de março de 2010

Jovens indígenas AJI

Ser jovem e ainda indígena não está muito no vocabulário da sociedade, venho por meio desta homenagear aos meus queridos colegas de trabalho, e a todos os jovens que fazem parte da AJI ou que já passaram por aqui, também a todos os jovens da Reserva indígena de Dourados.

Somos muitos fortes e guerreiros, a ponto de colocar nossa cara a tapa e seguir lutando pelo nosso direitos e inclusão dentro da sociedade, hoje os jovens são reconhecidos, a sociedade não tem querer e sim aceitar, estamos ai, continuando nosso trabalho, hoje formados em audiovisual e muitos outros, temos uma ferramenta

muito importante e poderosa em nossas mãos.

Sem contar que hoje temos o site e blog da AJI, é tudo que um jovem precisa para se expressar e mostrar ao mundo que existimos e estamos aqui na luta, Somos capazes e estamos fazendo acontecer de uma forma ou outra.

Nossas ferramentas hoje:


Audiovisual

-Tele jornalismo

-Vídeos

-Site/Blog/Fotolog

-Jornal impresso e online

-

Oficinas na aldeia

Somos uma imprensa

formado por jovens,

tenho muito orgulho de cada jovem da AJI, pensar que hoje temos capacidade de sentar, discutir, levantar uma pauta, produzir o roteiro de um vídeo, pegar os nosso materiais e sair em equipe para a produção de uma matéria jornalística.

Pensar que hoje durante as oficinas na aldeia, o aluno chega e te chama de professor(a). É alegria enorme, saber que estamos fazendo acontecer.

Pensar que já sentamos, discutimos, a equipe entra em crise mas paramos para pensar, temos mais o que fazer do que brigar, e é aqui o nosso espaço.

Acredito que os jovens da AJI serão uma nova geração dentro da aldeia, aquela geração que irá lutar e buscar, brigar em busca de seus direitos e necessidades.

É uma honra quando sentamos em uma mesa de discussão em um festival nacional para debater os Vídeos da AJI e falar das realidades dos jovens da Reserva indígena de Dourados, ou quando sentamos todos para darmos autografo dos livros AJI.

Sem contar quando recebemos convite formalmente para participarmos de reuniões importantes, marcar

presença.

Uma das noticias muito boa que a AJI já recebeu foi que o jornal AJIndo está sendo estudado dentro das salas de aula na aldeia. Ou seja, estamos fazendo a diferença, e sendo positiva melhor ainda, pois abordamos em nosso jornal sobre a educação, saúde, prevenção, violência/segurança, e se isso está dentro da sala de aula significa que dali algum frutos esses alunos irão tirar.

A AJI tem

tido muito resultados positivos, e tem vindo de dentro da aldeia, isso por que antes a AJI era barradas pelas lideranças nas reuniões, encontros

e outros. O que dava a entender é que não queriam que os jovens indígenas buscassem seus espaços e seus direitos, está certo que temos que respeitar pois são lideranças, mas, os jovens também existem e merecem ser respeitados. Havia um preconceito vindo de dentro da própria aldeia, mas somos fortes e vencimos mostrando a

eles que podemos através do nosso trabalho.

Quero dizer hoje que sou uma menina feliz, pois tive essa oportunidade de aprender, lutar e fazer acontecer, com a ajuda claro de todos os meus colegas, Nilcimar Morales, Ana Claudia de Sousa, Tânia Porto, Kenedy de Sousa, Emersom Cabreira, Indianara Ramires Machado e Rosivânia Espíndola. Este homenagem é dedicada a esses jovens guereiros.

Quem diria que
estamos hoje

neste nível, eu digo DEZ, nivel dez.

Devemos tudo isso a nossa querida Lú, a pessoa que nos abriu o caminho e nos deu essa grande oportunidade. Ela é a única e grande responsável por

fazer acontecer este lindo trabalho, foi atrás de cada jovem que hoje está ativo aqui, e não pense que cada jovem que hoje está aqui tinha uma vida boa, uma casa boa, uma boa educação, um carinho de mãe, de pai, não foi uma coincidência, mas paresce que foi uma seleção de jovens problemáticos, depressivos, e muitas coisas que um jovem tem.

Para chegar onde estamos hoje foi um longo caminho, suado, mas vencimos e somos declarados jovens indígenas guerreiros. A Lú hoje é uma grande amiga nossa, a presidente da AJI

Hoje também temos outros que nos apoiam em nossas atividades, assim como Itacir Pastore, Vera Lucia e outros.

Somos jovens, com muita trabalho pela frente, em busca de um futuro melhor, pelo direito de cada um, pelo respeito e reconhecimento.

É isso ai galera, todos estão de parabéns, por estar nessa luta com muita sede de vontade.

Homenagem Jaqueline Gonçalves

A todos os jovens da AJI.
















quarta-feira, 17 de março de 2010

A violência nas aldeias de Dourados

Nos utimos meses a paz voltou em uma das maiores reserva indígenas de Dourados, a comunidade indígena elegeu dois representantes para atuarem na aldeia responsáveis por fazer acontecer a segurança. A AJI, através do seu jornal AJIndo levantou uma reportagem, e entrevistou famílias da aldeia, e os representantes.


Mas a dificuldade que está ocorrendo no momento é que precisa ser encaminhado o regimento interno da aldeia, onde ali conta a punição das pessoas que desacatarem as leis internas da aldeia e outras leis internas.

O regimento que e agora está sendo discutido todos os sábados, onde reúne a comunidade para discutir.

Em meio a isso, no fina da semana passada houve uma morte e uma tentava de homicídio. Neste fim de semana houve vários lugares de festas fora de hora, poluição sonora, e isso segundo os representantes disseram ao jornal AJIndo, já havia uma certa regra para com esses problemas.

Conclusão:

Arma apreendida nas rondas noturnas na aldeia


O encaminhamento do regimento interno está devagar, os representantes estão trabalhando, mas ainda falta muito, e o que se sente é que tudo está para retornar novamente. Pois caminhando pela aldeia, já se encontra novamente grupos de pessoas armadas nas estradas da aldeia.





terça-feira, 16 de março de 2010

Blog AJI concorre ao prêmio de melhor weblog do mundo no concurso internacional The BOBs

O blog da AJI está concorrendo ao prêmio de melhor weblog do mundo no concurso internacional The BOBs. As votações chegaram à etapa final: a partir desta segunda-feira. Os internautas podem votar nos 187 finalistas do evento realizado pela Deutsche Welle.

Nos últimos meses, usuários de todo o mundo sugeriram mais de 8.300 candidatos para as premiações. Ao todo, são 17 categorias com 11 finalistas em cada, como Melhor Weblog, Melhor Videoblog, Melhor Podcast, Prêmio Repórteres sem Fronteiras e Prêmio Blogwurst, além de seis categorias internacionais.

O Blog da AJI, um dos destaques deste ano, é escrito por jovens Gurani e Aruak da Reserva indígena de Dourados, aqui em Mato Grosso do Sul.
As votações vão até o dia 14 de abril. A Deutsche Welle anunciará os vencedores em evento aberto ao público no teatro Friedrichstadtpalast em Berlim, na noite de 15 de abril.
Para os jovens da AJI é uma honrra receber uma noticia dessa, é o fruto do nosso trabalho, e estar entre os finalistas internacionalmente é de mais.
A AJI dedica isso a todos os jovens indígenas da Reserva Indígena de Dourados, jovens guerreiros e merecedores deste prêmio.

Vote em:
www.thebobs.com

sexta-feira, 12 de março de 2010

Inicia se as oficinas no CRAS da aldeia Bororó


Iniciam se as oficinas ministradas pelos jovens da AJI no CRAS da aldeia Bororó.
Este ano o tema lançado e provado é a Diversidade Cultural, alunos terão aulas práticas e teóricas, conhecerão seus povos indígenas de outros lugares e também as duas etnias da Reserva indígena de Dourados, o Guarani e Aruak, e os subgrupos como Kaiowá, Nhandeva e Terena.
O foco é a Reserva indígena de Dourados, em cima disso os outros povos indígenas de Mato Grosso do Sul.
Colegiados da AJI que tem dentro de suas atividades o dia para estudar sobre o tema.
É uma mega experiência, para os colegiados, pois contribui muito para o conhecimento de onde veio cada povo, as suas vivências e outros.
Aproveitando a adolescência e já estar por dentro de tudo é um ótimo começo.
Jaqueline Gonçalves

quinta-feira, 11 de março de 2010

Educação especial indígena de Dourados é destaque nacional


O projeto para alfabetizar alunos indígenas surdos está sendo divulgado pelo MEC em rede nacional como modelo de educação. A Reserva Indígena de Dourados ganhou destaque em todo o país. No vídeo, o MEC destaca o projeto piloto da Reserva Indígena de Dourados como um dos grandes avanços da educação brasileira. Entre os índios já em processo avançado de alfabetização está a terena Jéssica. A estudante do ensino fundamental aparece no vídeo do MEC dizendo através da linguagem de sinais que está muito feliz por frequentar uma sala de aula da escola regular e por saber que na aldeia há igualdade no atendimento educacional aos índios surdos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Governo retoma discussões sobre demarcação de terras indígenas

Em reunião hoje (9) com o Grupo de Trabalho do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, o governador André Puccinelli anunciou a retomada das negociações para solucionar o problema da demarcação de áreas indígenas em Mato Grosso do Sul. “O Estado está pronto para reatar o diálogo, sempre o melhor caminho para solucionar pendências. Estamos dispostos a conversar e auxiliar no que for necessário para resolver de fato a questão”, afirma o governador.

Durante o encontro na Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Puccinelli apresentou para os integrantes do grupo os projetos desenvolvidos pelo Estado em prol das comunidades indígenas, como a distribuição de cestas básicas com 27 quilos de alimentos, Aldeia Produtiva, que destinou patrulhas mecanizadas, além de kits horta e pomar, assistência técnica, escolas indígenas em parceria com o governo federal e o Vale-Universidade Indígena.

“São programas para dar sustentabilidade aos indígenas. São 14.267 cestas indígenas, com 27 quilos, que incluem proteína animal; 120 vale-universidades indígenas; 120 técnicos disponibilizados em assentamentos e aldeias para dar assistência na produção; 13 escolas nas aldeias indígenas com parceria do governo federal e 69 patrulhas mecanizadas”, resume o governador.

Para o diretor de Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Fernando Matos, a decisão do governador aponta para um “cenário” promissor, que é a retomada das discussões para solucionarmos essas questões indígenas. “Sem essa abertura do governo estadual para o diálogo, nossa missão aqui seria um fracasso. Não poderíamos sequer começar a discutir essas pendências”, avalia ele, lembrando que ao final da visita ao Estado será apresentado um relatório em Brasília com recomendações para o caso de Mato Grosso do Sul.

O vice-presidente do CDDPH, Percílio de Sousa Lima Neto, ressaltou que a decisão do governador em reabrir diálogo é de extrema importância para se chegar a um consenso. “A conclusão que se chega é que o passo mais importante foi dado. A partir desse encontro, vamos manter outros contatos e retomar o diálogo inclusive com as autoridades federais”, comenta.

O grupo, que foi especialmente criado pelo CDDPH para tratar especificamente da questão indígena em Mato Grosso do Sul, está no Estado para ouvir e colher informações de todos os segmentos envolvidos no assunto, como a Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul), que teve reunião hoje pela manhã com o grupo; indígenas; Ministério Público Estadual, além do governo do Estado, Assembleia Legislativa e outras autoridades.


Fonte


sexta-feira, 5 de março de 2010

Lanche das escola das aldeias de Dourados estão em situação de precariedade


Mãe de aluno entrou em contato com a AJI, denunciando que alunos da escola Agostinho não estão tendo lanche o suficiente na escola.

A AJI entrou em contato com a secretaria da escola e teve as informações confirmadas de que tem o lanche, mas não é o suficiente, e que funcionários da escola chegaram a doar alimentos de suas casas para a realização do lanche.

Para se ter uma idéia a secretaria da escola informou a AJI que ainda esta semana chegou apenas um fardo de arroz, um fardo de feijão e dez latinhas de sardinha, isso para seiscentos (600) alunos, trezentos (300) de manhã e de tarde.

Segundo a secretaria da escola alunos não tomam café da manhã para ir para a escola e na hora do lanche, a comida não é suficiente.

A comunidade está indignada.


Na semana passada a AJI esteve na escola Ramão Martins fazendo uma reportagem sobre a mesma situação, e conversou com a coordenação, alunos e professores, e a situação da escola não é muito diferente da escola agostinho, pois nesta escola além do lanche não tinha material escolar e outros.


Há uma informação não confirmada ainda pela AJI, mas soubemos da população que a escola Araporã da aldeia Bororó também está na mesma situação.


Se quiser ter acesso a reportagem da escola Ramão Martins é só pesquisar no Youtube, nas matérias produzidas pela AJI, em relação as escolas.

Em breve estará no site AJI.


Jaqueline Gonçalves

quinta-feira, 4 de março de 2010

A precariedade das estradas das aldeias de Dourados


Jovens da AJI iniciaram ontem mais um reportagem, desta vez as estradas de dentro da aldeia é o tema do vídeo.

Lideranças e a comunidade estiveram dando suas entrevistas.

As estradas da aldeia que estão cada vez mais horríveis e impossíveis de transitar, até mesmo de bicicleta, e até agora não teve nenhuma atitude tomada em relação a isso.

As vias principais onde passa ônibus escolar, carros da equipe de saúde, e outros estão cheios de buracos e há alguns lugares onde os canos de água estão para fora, ao ar livre, pois o buraco atingiu até o cano, e se cai algum carro, ou qualquer fato vier acontecer em cima disso, o que vai acontecer é estourar o cano e a população vai ficar sem água em suas casas.

O vídeo da AJI está focando nas estradas da aldeia, e irá tentar uma entrevista com o prefeito da cidade para estar colocando o que a aldeia pode esperar em relação as estradas da aldeia.


Jaqueline Gonçalves

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Parte de uma Estrada da Aldeia Recebe Iluminação Pública

Depois de varias reivindicações das lideranças junto com a comunidade, a Prefeitura de Dourados leva iluminação Publica para dentro das aldeias. Segundo o lider Vilmar Martins e Leomar, da aldeia Jaguapiru e Cezar lider da aldeia Bororo, a prefeitura prometeu e assegurou 60 (sessenta) braços de lâmpada sendo 30 (trinta) para cada aldeia. Segundo as lideranças da aldeia até o final deste mês todos os 60 braços serão instalados pela Prefeitura Municipal


Até no momento foram instaladas 30 unidades, sendo dividido 15 para cada aldeia. Todas instaladas estrategicamente em pontos críticos, onde acontece concentração de pessoas especialmente adolescente no período noturno e em outros pontos como em frente das Escolas e postos de Saúde.


Hoje tem iluminação pública em algumas das rua mais transitadas das aldeias, no entanto os pontos de luz são muito longe um do outro. Já as ruas internas das aldeia não receberão iluminação publica no momento, pois ainda não tem rede de energia rebaixada que possibilite instalação.

Para fazer uma boa iluminação pública em toda a aldeia primeiro será preciso instalar rede de energia rebaixada onde não tem e depois instalar muitos braços e lâmpadas a cada 50 metros. Só assim teremos uma boa iluminação publica decente.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Com a entrada de novos capitães e as abordagens noturnas tem diminuido a violência na aldeia de Dourados



O tema violência foi um dos temas mais abordados no jornal AJIndo, e agora em sua edição especial, faz uma retrospectiva relacionado ao assunto baseado nas matérias levantadas pelo AJIndo neste ano. A violência foi um dos destaques do jornal e tomou conta da aldeia em 2009, houve assassinatos, assaltos, brigas. E o ano todo lideranças e representantes indígenas lutaram para que houvesse segurança na Reserva Indígena de Dourados.

A violência, jornal AJIndo 2009
“Quando chega sábado já estão na estrada...” diz Rosivânia Espíndola na ed. 16° jornal AJIndo, pg. 10. Ela retrata como vê a violência na estrada, os filhos que não obedecem seus pais, e saem na rua. É bem uma imagem que ficou do ano de 2009.
João Machado diz em seu artigo publicado no AJIndo ed. 17° pg. 04 que os responsáveis pela violência em 2009 foram os jovens “Nas assembléias de lideranças indígenas e/ou autoridades governamentais em Dourados, as discussões são sempre as mesmas. Jovens violentos, se drogando, a noite os adultos não podem mais sair pelas aldeias por que adolescentes andam pelas estradas das aldeias aramados com facão, foice pedaço de madeira e ameaçam...” e defende que a culpa é da falta de vontade política e sensibilidade humanitária e diz que a juventude é apenas vítima das mazelas sociais. A violência em 2009 foi tão longe que atingiu até as escolas.
“Os problemas envolvendo jovens no Brasil são bastante conhecidos e noticiados. Na Reserva Indígena de Dourados não é diferente e até mesmo nas escolas há brigas entre jovens”, diz a matéria de Tânia Porto na pg. 09 desta mesma edição.

Ela explica que jovens brigam fora da escola e essas brigas foram parar dentro das escolas, onde nos dias de aula o portão é obrigado fechar e só entra pessoas autorizadas.
O AJIndo teve ainda o depoimento publicado na ed. 18° na pg 10, onde um aluno indígena retratou a violência na escola dizendo “o que adianta? Eles revistarem os alunos e assim mesmo os alunos levam facas e armas. E quando eles querem brigar ninguém segura”.
Ainda nesta edição na matéria de Jaqueline Gonçalves na página 03 aborda entrevistas exclusivas com vitimas da violência, que levarão para o restos de suas vidas sequelas graves no corpo deixando grande parte das vitimas impossibilitados e sem esperança para recuperação.

2010 - A paz começa a voltar nas ruas da aldeia
Em meio a tanta violência, sangue derramado, vidas se perdendo, e lideranças lutando para que haja segurança na aldeia de Dourados, finalmente, depois de muitas reuniões chegou-se a um acordo para que fosse eleito um representante na aldeia Bororó e outro na aldeia Jaguapiru. Esses seriam as lideranças, pessoa responsável por fazer acontecer a segurança na aldeia de Dourados.
No dia 20 de Dezembro de 2009 aconteceu a eleição para capitania da aldeia Bororó e Jaguapiru. Na aldeia Jaguapiru foi eleito Vilmar Machado e na aldeia Bororó César Isnardi.
Esses são os representantes eleito pela comunidade indígena, eles que tomaram posse na primeira semana de Janeiro de 2010.

“Hoje caminhando pela aldeia eu me sinto mais segura, não tem mais aquele movimento de pessoas que tiram a nossa paz...” diz a dona de casa Mirtes Porto, 46 anos. A índia kaiowá diz que agora pode ficar em paz até dentro de sua casa, pode ir na igreja e dormir em paz, pois antes não podia por causa dos barulhos de sons que eram muito altos, e as pessoas armadas que andavam nas estradas de noite.
Hoje os capitães fazem ronda de noite na aldeia, e menores na rua fora de hora está proibido. Essa é uma das leis interna que foi implantada na aldeia no ano de 2010 mas atualmente está funcionando só na aldeia Jaguapiru.

O AJIndo entrou em contato com os capitães da aldeia, para maiores informações.
“estamos trabalhando para fazer segurança na aldeia, mas as leis internas que implantamos aqui na Bororó não funcionaram por que precisa se de um regimento que ainda precisa ser aprovado, e se continuarmos com a ação podemos ser barrados pelo ministério publico, ou a própria comunidade pode ir buscar seus direitos e somos nós que somos processados...” diz César Isnarde, capitão da aldeia Bororó que faz ronda de noite com mais dezesseis pessoas .
As leis internas que eram realizadas, era: Abordagem, se estiver armado é desarmado, e se estiver fora de hora na rua é punido. A punição funcionava da seguinte maneira:
O capitão e mais seus parceiros de trabalho, pegavam o nome da pessoa, o endereço e no dia seguinte o abordado se apresenta para o capitão tem uma terefa a cumprir, vai carpir os matos das escolas, para as meninas é varrer as escolas, é prestar um serviço comunitário, essa é a punição.
César disse que não é pesado as punições, e diz que precisa haver essas punições. Os atendimentos acontecem na casa do próprio capitão. E conclui dizendo que já amenizou muito a violência na aldeia, e que a comunidade precisa ajudar a aprovar o regimento interno. Hoje como não acontece mais as punições, eles fazem a abordagem e no dia seguinte a pessoa cai até o capitão e passa por um conselho.
Na aldeia Jaguapiru o processo é o mesmo, mas as leis internas estão funcionando. Quem não cumpre as leis está sendo punido.

Leomar Mariano Silva, acessor do capitão da Jaguapiru diz que está sendo bem legal trabalhar a segurança na aldeia. E a comunidade está apoiando.
“Saimos as dez horas da noite para fazer a abordagem, no inicio se encontrava muito adolescente na rua armado, com bebida alcoolica ... a nossa abordagem acontece da seguinte maneira, se encontrar o indígena armado, desarmamos, adolescente fora de hora, mandamos ele ir embora para casa, pedimos a ele para vir se apresentar no dia seguinte para conversarmos e se desrespeitar as lideranças, falar mais alto ai ele é punido, como ainda não tem nada, decidimos que ele faça um serviço alternativo, só para ele ter respeito e ver que não estamos de brincadeira, e ele ter uma noção de que não estava certo o que ele fez.”

Leomar disse que já houve casos onde os pais foram denunciar seus filhos, pois os mesmos saem sem o consentimento do pai, e por escrito ele autoriza dar uma punição ao filhos. O acessoar de Vilmar disse que na Jaguapiru ainda vai haver a reunião onde irão chamar: Professores, agentes de saúde, pais, a comunidade indígena para ser montado de vez, o regimento interno.
Mas há um contra ponto, não podem atuar nos pontos de drogas, pois não tem apoio dos policias de fora,

“A policia federal não quer atuar conosco aqui, ligamos para a federal, eles não podem vir, diz que tem ser a militar, ligamos para o militar diz que precisa do consentimento da federal, e assim vai até que um dos policiais nos disse que só viria se alguém já estivesse morto, pois estão proibidos de entrar na aldeia, ordem do governador do estado.”
E conclui dizendo que estão agindo a favor da segurança sem violência, e até agora está dando certo, cada vez mais a comunidade está se envolvendo.

Jaqueline Gonçalves - integrante AJI

Kaiowá - 19 anos

jaque.aji@gmail.com

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Questão indígena no Paraná será tema de debate

A primeira edição de 2010 do programa Diálogos Agrários da Superintendência Regional do Incra no Paraná tratará da questão indígena no estado. O debate terá como tema “A etnia Xetá e a ocupação das terras indígenas no Paraná” e trará para discussão de servidores do Incra, Funai e público interessado os temas em torno da questão fundiária do estado e a regularização das terras indígenas.
O debate faz parte do leque de atividades comemorativas pelos 40 anos do Incra e terá como ponto alto a reflexão sobre a criação da Reserva Indígena Xetá que atualmente está em fase de estudo para implantação no noroeste do estado do Paraná.
O debate acontecerá no dia 08 de fevereiro, segunda-feira às 09 horas, no auditório do Incra em Curitiba. Participam do debate um dos últimos remanescentes da etnia, o senhor Tiquem Xetá; o artista plástico Silvio Rocha, que pesquisa a memória e a cultura do povo Xetá além de representantes do Incra e da Funai.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Não tenho oportunidade"

“ Fora de sua própria casa”


Membros da comunidade se mostra descontente por a FUNASA não contratar Indígena no cargo de enfermagem, a vários indígenas em Dourados com formação superior na área , a mais de dez anos o órgão vem pedindo para que os indígenas se preparem para ocupar vagas, mas

quando formado não tem oportunidade de emprego, segundo informação da comunidade ouve seleção mas só dois indígenas passou no processo seletivo, outros que passaram foram os não Índios que iriam atuar dentro das aldeias de Dourados..